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Ofício sugerindo demissão de Lupi seguirá para Lula após Natal, diz comissão de ética

21/12 - 13:43, atualizada às 15:08 21/12 - Valor Online

BRASÍLIA - A Comissão de Ética Pública vai encaminhar ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo depois do Natal, sugerindo a demissão do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. A informação é do presidente da comissão, Marcílio Marques Moreira.

Ele destaca que a decisão foi tomada em conjunto com os integrantes da comissão em 26 de novembro, durante a reunião mensal do grupo, no Rio de Janeiro.

A comissão, vinculada à Presidência da República, recomendou recentemente a Lupi que deixe a presidência do Partido Democrático Trabalhista (PDT) ou o Ministério do Trabalho. O órgão considera incompatível o acúmulo das funções. Na prática, segundo concluíram os integrantes, o fato de uma mesma pessoa estar à frente de um partido político e de um ministério contraria os princípios éticos e gera conflitos de interesses. Os representantes da comissão começarão a partir de hoje (21) a discutir o teor da carta a ser encaminhada ao presidente Lula. O ministro do Trabalho anunciou recentemente que não irá abrir mão da presidência do PDT em nome do ministério. Lupi disse ainda que só deixará a sua pasta se o presidente Lula assim o determinar.

Segundo já afirmou a comissão, a não-observância à recomendação da instituição configura falta grave. O ministro fica sujeito à sanção prevista na segunda parte do parágrafo único do Artigo 17 do Código de Conduta da Alta Administração Federal. Este artigo diz expressamente que, conforme o caso, a comissão poderá encaminhar sugestão de demissão à autoridade hierarquicamente superior.

A Comissão de Ética Pública foi criada em 1999 e tem como missão zelar pelo cumprimento do Código de Conduta da Alta Administração Federal, orientar as autoridades para que se conduzam de acordo com suas normas e inspirar assim o respeito no serviço público.

O órgão é formado por seis membros, escolhidos e designados pelo presidente da República, com idoneidade moral, reputação ilibada e conhecimentos da administração pública federal. (Agência Brasil)



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