21/12 - 08:52 - Agência Estado
Alvo de duas tentativas de invasão, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) funcionou por quase dois meses com seu sistema de alarme desativado. O dispositivo não é considerado de última geração, mas havia evitado a primeira tentativa de assalto, ocorrida em 29 de outubro, quando dois ladrões renderam vigias e tentaram chegar ao 2º andar do prédio, onde fica o acervo permanente.
O Masp também não possui um seguro específico para suas 8 mil obras de arte - a apólice vale para o imóvel como um todo. Na madrugada de ontem, três ladrões roubaram as telas 'O lavrador de café', de Candido Portinari, e 'Retrato de Suzanne Bloch', de Pablo Picasso. As obras são avaliadas em US$ 5 milhões e US$ 50 milhões, respectivamente.
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| Perito observa macaco usado em furto |
Desde o ataque do dia 29, argumentaram funcionários ouvidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo", o sistema “vivia disparando” durante as rondas noturnas. Em vez de consertá-lo, o Masp decidiu confiar a vigilância de seu valioso acervo a uma equipe de aproximadamente 30 seguranças e câmeras de monitoramento analógicas, instaladas no ano 2000. Na ocasião, os policiais chegaram a alertar a direção do museu para a fragilidade do sistema de segurança do prédio, mas nada foi feito. A instalação de equipamentos mais modernos na sala do acervo permanente - com recursos como zoom, infravermelho e sensores de movimento - custaria cerca de R$ 30 mil, dinheiro que a direção do Masp diz não ter em caixa.
| Marco Tomazzoni |
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| Entrada do Masp fechada |
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