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Infraero registra atrasos em 31% dos vôos do País

21/12 - 13:31, atualizada às 23:15 21/12 - Redação

SÃO PAULO - Os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e de Congonhas, na zona sul da capital paulista, registram movimento intenso nesta sexta-feira. Em Congonhas, as filas para check-in são grandes nos terminais das Companhias Aéreas TAM, Gol e Varig. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) registra 641 (31%) vôos atrasados e 166 (8%) cancelados, dos 2.071 previstos até as 23h em todo o País.

 

No Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, 69 (24.3%) das 276 partidas previstas atrasaram e 15 (6,1%) foram canceladas. No terminal de Congonhas, houve 61 (19,7%) atrasos e 41(13,3%) cancelamentos, dos 309 vôos programados até as 23h.

O aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, registra atraso em 68(33,5%) das 203 partidas previstas. Dezesseis (7,9%) vôos foram cancelados. No Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, oito (10,3%) vôos atrasaram e 24 (30,8%) foram suspensos, dos 78 previstos. Apesar do atrasos, o clima é de tranqüilidade.

Em Brasília, no Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, 76(44,2%) dos 172 vôos programados atrasaram e nove (5,2%) foram cancelados.

Em Minas Gerais, até as 18h, dos 63 vôos programados em Confins, 24 tinham apresentado atraso superior a uma hora e três tinham sido cancelados. A chuva dificultou também o acesso ao aeroporto.

No Aeroporto da Pampulha, região norte da capital mineira, cinco vôos registraram atraso e outros quatro tiveram de ser cancelados entre as 27 partidas e chegadas.


Passageiros aguardam na fila do check-in em Congonhas, SP / Foto: Fred Chaloub/AE

Mudanças no Natal

Os postos do Juizado Especial Cível nos aeroportos de Congonhas, na zona sul da capital paulista, e Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, terão horário diferenciado no período de festas de final de ano. Neste final de semana (22 e 23) e de sexta a domingo da próxima semana (28, 29 e 30), o atendimento será das 9 às 23 horas.

Nos dias 24 e 31 de dezembro, o horário será das 9 às 19 horas. Nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro, funcionarão das 15 às 19 horas.

O objetivo dos juizados é atender às reclamações mais comuns dos passageiros, como atraso e cancelamento de vôos, falta de informação e assistência, extravio e violação de bagagens. Os casos são resolvidos por meio da conciliação. Não havendo acordo, o autor pode, desde logo, ingressar com uma ação, sem custos, que será remetida ao juizado mais próximo de seu domicílio, mesmo que em outro Estado.

Passageiros não serão ressarcidos

As medidas do governo para evitar o caos aéreo nas festas de fim de ano e nas férias escolares não saíram do papel, segundo informações do Jornal O Estado de S.Paulo. As medidas incluem pagamentos que variam de 5% a 50% do valor do bilhete, dependendo do atraso, e o dobro do valor, no caso de cancelamento.

A prometida "Medida Provisória" que faria o ressarcimento vigorar de imediato não foi editada pelo governo. A Assessoria de Imprensa do Ministério da Defesa informou que a área técnica ainda estuda a melhor forma de regulamentar a indenização e, por isso, as novas regras ainda não estão valendo.

"O ressarcimento será adotado, mas é preciso estudar a melhor forma da lei", disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Entre os passageiros do aeroporto de Congonhas, as opiniões a respeito das indenizações por atrasos divergem. Jéferson Fritsch, 24 anos, eletrotécnico, que veio do Rio Janeiro e tem como destino Porto Alegre, acha certo as empresas não pagarem os passageiros. "Acho que as companhias aéreas não têm culpa dos atrasos, o que falta é estrututra. Há dez anos existiam os mesmos aeroportos de hoje, mas hoje há dez vezes mais passageiros", acredita.

Já a empresária Sandra Márcia Cordeiro, 48 anos, discorda de Fritsch. Para ela, as companhias devem ser punidas. "Quantos vezes não perdi compromissos por causa de atrasos e não pude fazer nada?! Se elas souberem q não vão ser punidas, vão 'pintar e bordar'", afirmou. 

Leia mais sobre: aeroportos - Natal

(*Com reportagem de Guilherme Ferreira e informações da Agência Estado)




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