21/12 - 13:27, atualizada às 14:39 21/12 - Guilherme Ferreira, repórter do Último Segundo
SÃO PAULO - A impossibilidade de embarcar por falta de documentação regular é o principal motivo de reclamações no Juizado Especial do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Segundo o órgão, as empresas só aceitam documentos de identificação originais e não aceitam cópias autenticadas.
Segundo o Juizado, algumas pessoas levam a carteira de habilitação original, porém, vencida; o que também não é aceito. Em razão do alto número de reclamações, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deve divulgar uma portaria para informar se documentos nestas condições serão permitidos ou não. Em segundo lugar no ranking de reclamações, estão os atrasos dos vôos.
Em dezembro, do dia 1º ao dia 11 foram registrados 31 reclamações de atrasos, 25 de cancelamentos e 24 de falta de informações. De acordo com o Juizado, as companhias campeãs de insatisfação foram TAM e Gol.
Mala extraviada
Bagagens que não chegam junto com seus donos também rendem reclamações no Juizado e as companhias aéreas possuem funcionários para negociarem com os passageiros uma solução na presença de um conciliador.
Juliano Hernandez passou por este problema quando viajou para França em novembro e sua mala chegou apenas sete dias depois do seu desembarque, no último dia de sua viagem. Hoje ele esteve em Congonhas para uma audiência de conciliação com a TAM, mas não conseguiu entrar em acordo com a empresa.
“A companhia mandou uma estagiária sem autonomia para decidir como a empresa me compensar. Ela serviu mais como psicóloga do que como negociadora”, reclamou.
De acordo com a assessoria da TAM, todos os funcionários da empresa que fazem conciliação são treinados para a função e têm autonomia para decidir o que vai ser negociado.
A conciliadora Telma Totino explicou que os funcionários das empresas que vão à conciliação têm limitações de ação. “Eles normalmente ligam ou vão até a companhia durante a conciliação para obter uma resposta da empresa sobre a negociação”.
O advogado de Hernandez, porém, disse que a funcionária da TAM negou qualquer compensação sem fazer nenhum contato com a empresa.
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