21/12 - 09:02 - Agência Estado
Depois de assinar há cerca de dez anos um convênio com a Organização Internacional de Polícia Criminal, conhecida como Interpol, o governo federal catalogou o roubo ou furto de 933 bens culturais - incluindo quadros, esculturas, documentos e obras sacras -, sem contar o Portinari e o Picasso levados ontem do Masp. Mas, na prática, essa parceria teve pouco resultado. Até agora, apenas 35 obras foram recuperadas. O Brasil é o quarto país em furto ou roubo de arte no mundo, fica atrás só de Estados Unidos, França e Iraque.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura, deveria informar os detalhes das peças para que as polícias do mundo inteiro pudessem procurá-las. Até ontem, só 80 das obras listadas pelo Iphan tiveram dados traduzidos e fotografias enviados à Interpol. Além disso, não existem fotos de quase um terço das 918 peças catalogadas.
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| Perito observa macaco usado em furto |
Segundo a Interpol, o roubo de bens artísticos e históricos já é o terceiro delito mais rentável no mundo - depois do tráfico de armas e de drogas - e movimentou em 2006 cerca de US$ 4 bilhões. O Brasil é o principal alvo dos ladrões na América Latina. No mundo, fica atrás só de Estados Unidos, França e Iraque. O roubo cinematográfico ao Museu da Chácara do Céu, em 2006 no Rio, por exemplo, aparece entre os dez maiores do mundo no site do FBI - foram levados quadros de Dalí, Matisse, Monet e Picasso. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
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