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Conselho de Medicina de SP abre sindicância para investigar médico de Ryan Gracie

17/12 - 11:04, atualizada às 14:24 17/12 - Redação com agências

SÃO PAULO - O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abriu uma sindicância nesta segunda-feira para apurar a atuação do psiquiatra Sabino Ferreira de Farias Neto, contratado para acompanhar o lutador de jiu-jítsu Ryan Grace, de 33 anos. Na madrugada de sábado, o psquiatra teria dado cinco medicamentos para acalmar e controlar a pressão arterial de Gracie. Por volta das 8h, o lutador foi encontrado morto na cela do 91º Distrito Policial, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, onde estava preso desde o dia 15 de dezembro.

 

De acordo com o Cremesp, a sindicância é um procedimento de investigação de rotina que acontece sempre que há denúncias de que um médico teve uma conduta inadequada.

Segundo o secretário-geral do órgão, Renato Azevedo, houve uma série de procedimentos incomuns no caso do lutador.

“Vamos ouvi-lo para saber a razão de ele agir daquela maneira”, disse o secretário. “Tudo o que sabemos foi o que os jornais veicularam. Inicialmente, o fato de ele ter sido atendido, diagnosticado e medicado em uma cela de cadeia não nos pareceu adequado”, pondera.

O conselho afirmou que irá ouvir o psiquiatra, conversar com a família do lutador e, se necessário, poderá solicitar prontuários de outros médicos que cuidaram de Gracie, além de laudos do Instituto Médico Legal (IML).

Durante a sindicância, o Cremesp julgará se houve infração por parte do psquiatra. Ao fim da investigação, poderá abrir um processo ético profissional contra o médico, que será julgado pelos conselheiros. Em caso de condenação, ele poderá ter cinco penas diferentes, que vão desde advertência até a cassação do registro profissional. 

Saiba mais sobre o caso

Na última sexta-feira, Gracie havia sido preso sob a acusação de ter roubado um veículo no Itaim Bibi, em São Paulo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o lutador teria abordado um homem de 76 anos com uma faca de cozinha e roubado seu carro, um Toyota Corolla. Na fuga, Gracie bateu o carro. Depois, ele teria tentado roubar uma moto, sendo detido por motociclistas até a chegada da polícia.

Após a prisão, o advogado de Gracie disse que seu cliente tomava medicamentos controlados. Já o médico psiquiatra Farias Neto afirmou que ele estava sob efeito de drogas ao ser detido. “Gracie confirmou que tinha usado cocaína injetável, aspirável e maconha", disse Farias.

Exames realizados a pedido do médico mostraram, segundo informações do psiquiatra, que o lutador havia usado cocaína, crack e maconha. Pentacampeão mundial do Pride, o torneio mais importante do mundo do jiu-jítsu, Gracie teve que ser medicado na delegacia. 

No sábado, pela manhã, o lutador foi encontrado morto em uma cela do 91º Distrito Policial (Vila Leopoldina). Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) apontarão a causa da morte.

O lutador é integrante da família Gracie, do patriarca Hélio Gracie, precursor do jiu-jítsu no Brasil. Em 2000, o ‘bad boy’ da família Gracie havia passado 18 dias preso no Rio de Janeiro, acusado de esfaquear um estudante em uma festa. Cinco anos depois, em São Paulo, o lutador teria agredido fisicamente um policial e ofendido uma delegada do 78º DP, na região dos Jardins.

A reportagem do Último Segundo tentou entrar em contato com o psiquiatra Sabino Ferreira de Farias Neto, mas não obteve resposta.

Leia mais sobre: Ryan Gracie

(*Com informações da Agência Estado)




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