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Veja a repercussão sobre o fim da cobrança da CPMF

13/12 - 10:29, atualizada às 16:17 13/12 - Redação com agências

SÃO PAULO – O Senado derrubou esta madrugada a proposta de emenda à Constituição que prorrogaria a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. O fim do imposto foi considerado uma grande derrota para o governo, especialmente para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Veja a repercussão:

Guido Mantega, ministro da Fazenda - "O que ficou afetado foi principalmente a área da saúde com a regulamentação emenda 29. Teremos que rever a regulamentação da emenda porque ela dizia que X% da CPMF seria acrescentado e agora não tem mais CPMF".

Paulo Skaf, presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP/CIESP) – “Não houve perdedores, porque venceu o Brasil. Cada um cumpriu com o seu respectivo papel. Agora, o País exige trabalho para continuar produzindo, crescendo, avançando na busca de qualidade de vida e justiça social para todos. Vamos seguir confiantes no futuro do Brasil e atentos aos interesses da sociedade”.

Artur Henrique da Silva Santos, presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) - “A queda de arrecadação da ordem de R$ 40 bilhões não pode, em hipótese alguma, ser compensada em 2008 com a redução dos investimentos em políticas sociais como saúde, previdência, assistência social e valorização dos trabalhadores públicos, como parece ser, em última instância, o objetivo oculto de partidos como DEM (ex-PFL) e PSDB. A CUT não vai aceitar nenhuma tentativa de drenagem de recursos dessas áreas”.

Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) -  “Esta é uma oportunidade para repensar a política de juros do País”.

Paulo Lofreta, presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse) – “O fim da CPMF foi uma vitória de toda a sociedade. É um imposto injusto, que penaliza tanto os mais ricos, mas, principalmente os mais pobres. O Senado cumpriu o seu papel como representante da sociedade ao extinguir a cobrança. Espero que agora seja feita uma reforma tributária justa, porque não adianta aumentar outros impostos para compensar a redução de um deles”.

Paulo Pereira da Silva (Paulinho), presidente da Força Sindical - "A derrota da prorrogação da CPMF no Senado deve servir de alerta ao governo federal, que já se pronunciou que irá insistir na aprovação do tributo nos próximos meses. O governo errou na negociação. Foi arrogante quando aconteciam as negociações na Câmara Federal e incompetente na articulação no Senado. Vale ressaltar que os trabalhadores não irão permitir a redução de investimentos no social, devido à queda na arrecadação".

Aécio Neves, governador de Minas Gerais – “Eu pessoalmente achava que o volume maior de investimento na saúde seria bom para todos, para a população brasileira, sobretudo a mais pobre. O governo tem tido excesso de arrecadação muito importante. Mas nesse momento é hora de catarmos os cacos, de sentarmos à mesa novamente e construir um entendimento. Acho que é possível, a partir de janeiro, termos uma solução definitiva para o financiamento da saúde no Brasil".

Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – “O fim da CPMF não só atrasará a divulgação da nova política industrial, como também afetará o seu conteúdo. O prejuízo recairá nas empresas”.

José Múcio, ministro de Relações Institucionais – “Sabendo que essa foi uma derrota de muitos brasileiros que são atendidos hoje pelo recurso proveniente da CPMF. Evidentemente que todos vão ter que arcar com a responsabilidade, com o voto de cada um. O governo também com a sua parte".

Sérgio Guerra, senador presidente do PSDB - “Vai mudar a forma do governo atuar na administração pública. Não dá para aceitar o desperdício e a falta de planejamento que é a marca deste governo que não tem capacidade gerencial".

Agripino Maia, líder do DEM no Senado -  "o governo vai ter que entender que a relação entre governo e oposição tem de ser de respeito e não de menosprezo e impulso como ele [presidente] fez com o Democratas".

Paulo Bornhausen, deputado DEM-SC – “Agora, o governo será obrigado a reduzir gastos. O Brasil vai ver acontecer a verdadeira reforma tributária e a reforma fiscal. Como fazemos em casa, o governo vai ser obrigado a gastar dentro dos limites de sua receita, sem achacar o bolso do contribuinte".

Ideli Salvatti, líder do PT no Senado - "Foi uma derrota para o País e para o modelo de crescimento com distribuição de renda. Venceu o quanto pior, melhor”.

Romero Jucá (PMDB), líder do governo no Senado – “O fim da CPMF é um atraso econômico, político e social. Se a decisão é melhor ou pior para o país, a sociedade vai avaliar”.

Renato Casagrande, o líder do PSB no Senado - "A rejeição da CPMF representa uma perda em torno de R$ 120 bilhões em três anos. O governo vai atrasar suas políticas, como a recuperação financeira da Saúde (PAC da saúde). Nesse caso, 2008 deve ser um ano de ajuste”.

Ciro Gomes, deputado (PSB-CE) – “A derrubada da CPMF é um tiro que raspou o coração do governo. Acho que foi um ato de irresponsabilidade contra o país como há muitos anos eu não via igual. Lamentavelmente, quem vai pegar o pepino de novo é o presidente Lula. Ou o país arrebenta nestes três anos ou acha o ajuste com graves e penosos sacrifícios”.

Bernardo Appy, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda - "O governo está preparado e certamente, a economia está bastante sólida para não ser abalada por uma mudança como essa. O fim da CPMF não trará conseqüência à trajetória da economia brasileira”.

Alfried Plöger, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) – “O momento é de grande importância para o setor produtivo do País. Não podemos esquecer o engajamento da classe empresarial, que teve especial participação no processo decisório. Agora, o governo deve entender que o Brasil tem condições de sobreviver sem o imposto do cheque. Basta, para isso, controlar os gastos públicos de forma eficiente”.

Henrique Fontana, líder do governo na Câmara – “Acho que parte da oposição quer abortar o momento extremamente positivo que a economia brasileira está vivendo, mas nós temos capacidade para governo, já enfrentamos crises muito difíceis e vamos enfrentar mais essa”.

Zeina Latif, economista-chefe do ABN Amro - "Não tem porque mudar a projeção da inflação para 2008 em função da queda da CPMF, porque a economia já está aquecida e a tendência é que essa diferença (da CPMF) seja incorporada na margem de lucros".

Luiz Flávio Borges D' Urso, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) - "Em sessão memorável, o Senado Federal, a despeito de todos os acenos por parte do governo, derrubou a prorrogação da CPMF, respeitando a vontade do povo brasileiro e trazendo mais justiça tributária a todos os brasileiros. A vontade da nação ecoou no Senado".

Sérgio Rezi, presidente da Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores (Fenabrave) – “A desculpa dada há 10 anos de que [o imposto] faz bem para a [área da] saúde é uma mentira e não encontra amparo. Trata-se apenas de mais um tributo que serve para enfiar a mão no bolso das pessoas”.

Pedro Delarue Tolentino Filho, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) – “A CPMF estava permitindo, desde 2001, que nós alcançássemos muito mais sonegadores do que tínhamos alcançado até então. Nós vamos ter que outra forma de reaver esse instrumento”.

(Com informações da Agência Estado e Agência Brasil)

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