04/12 - 13:13 - Robson Moreira / AgNews
BRASÍLIA - O ministro do Trabalho e presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou esta terça-feira que não deixará o cargo em função da recomendação de seu afastamento feita pela Comissão de Ética Pública, órgão da Presidência da República - o motivo alegado foi o fato de Lupi comandar um ministério sendo presidente de partido. O ministro disse não ter cometido nenhum delito e cogitou uma conspiração contra o PDT.
Até esta terça-feira, Carlos Lupi não tinha se manifestado sobre a recomendação da Comissão de Ética, que estipulou prazo de 10 dias para o ministro deixar o cargo a partir de sua notificação. Em visita ao Congresso, Lupi reagiu com irritação às questões sobre o assunto.
"Eu não tenho dilema nenhum. Respondi à comissão de ética o que tinha de responder. Sou presidente do PDT eleito e dessa condição não abro mão. Ministério é cargo de confiança do presidente Lula", ressaltou o ministro, acrescentando que "a única forma de eu sair da
presidência do PDT é o PDT se reunir e me destituir".
Ele destacou não ter intenção de levar o tema ao presidente Lula, e atirou farpas à Comissão de Ética Pública. "Acho que aí tem uma conotação pessoal contra a minha pessoa e contra o PDT, não sei por que motivo. Estão querendo me cassar? É um novo modelo de cassação? Ninguém pode cassar ninguém, a não ser por um flagrante delito, e que delito eu cometi? Qual foi o erro? Qual a quebra de ética?", questionou.
Ele insistiu não haver quaisquer problemas em ser presidente de legenda e exercer cargo de ministro. "A Constituição me garante ser presidente do partido. Como já garantiu ao Jorge Bornhausen (ex-presidete do PFL) ocupar ministério e ser presidente, como garantiu ao Francisco Dornellles, que foi ministro e presidente (do PP)", disse.
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