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Presidente da Mangueira diz que não sabia de ligação de Jacqueline com o tráfico

29/11 - 15:32 - Redação

RIO DE JANEIRO - O presidente da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, Percival Pires, declarou nesta quinta-feira que não sabia sobre possíveis vínculos da estudante de Direito Jacqueline Moraes, esposa do traficante Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, com o tráfico de drogas. Jacqueline, que foi presa no último dia 22 na Operação Fênix da Polícia Federal, costumava freqüentar os ensaios e festas da escola e recebeu uma homenagem de Pires na festa que comemorava seu casamento.

Durante a operação, a PF encontrou fotos da festa, organizada pela noiva no dia 20 de outubro, nas quais o presidente da escola aparece entregando uma placa de homenagem ao casal. O texto da placa dizia "o Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira parabeniza os nubentes Jacqueline Alcântara de Moraes e Luiz Fernando da Costa pelo enlace matrimonial". Beira-Mar não participou do evento porque estava preso. A cerimônia de casamento havia sido realizada no Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em 28 de setembro.

Pires afirmou que foi convidado para a festa por Jacqueline, quem conhece há um ano, e que a homenagem foi feita em consideração à amizade com ela. Apesar de saber que ela havia se casado com Beira-Mar, o presidente garantiu que não imaginava que ela tivesse envolvimento com o tráfico e que, até o momento, a vê como “uma pessoa idônea, normal, como todos”.

Ainda segundo Pires, Jacqueline nunca fez nenhuma doação para a escola. O advogado da agremiação, Nélio Andrade, afirmou que é professor de Jacqueline na faculdade. Ele declarou que, certa vez, organizou doações para crianças da Mangueira na Vila Olímpica da escola e a estudante contribuiu com 50 cestas básicas. A escola, no entanto, deixou claro que o fato de as cestas serem arrecadadas na Vila foi uma coincidência e que as doações não tiveram ligação com a agremiação.

Ontem, o delegado-chefe da Divisão de Repressão aos Entorpecentes da PF do Rio, Victor César Carvalho dos Santos, havia afirmado que Beira-Mar usa o Morro da Mangueira como entreposta para distribuição de drogas e armas. "O local, onde fica a escola de samba Mangueira, é usado com este objetivo há mais de cinco anos pelo Comando Vermelho", disse. Segundo ele, no entanto, não há elementos que justifiquem uma investigação sobre a ligação da escola de samba com o tráfico.

(*Com informações da Agência Estado)

Leia mais sobre: Fernandinho Beira-Mar




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