iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Não posso ser a personificação de uma crise política, diz Mônica Veloso

28/11 - 23:48, atualizada às 07:13 29/11 - Luciana Fracchetta, do Último Segundo

SÃO PAULO – A jornalista Mônica Veloso, conhecida pelo seu caso com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), lançou na noite desta quarta-feira, no restaurante Trindade, na zona sul de São Paulo, o seu mais novo feito depois de ser capa da revista "Playboy", em outubro. Trata-se do livro “O Poder que Seduz”, da Editora Novo Conceito. Na obra, Mônica comenta seu relacionamento com o senador, sua trajetória profissional e revela bastidores da política em Brasília. Na ocasião, a jornalista falou pouco sobre seu relacionamento com Renan e preferiu ressaltar seus planos para o próximo ano. Mônica também se defendeu das acusações de que tivesse sido pivô de um escândalo. “Eu não posso ser a personificação de uma crise política”, disse.

Questionada sobre a abordagem de seu nome na mídia, Mônica afirmou que está tranqüila e que não é uma celebridade, mas sim “uma jornalista que teve uma exposição maior”.

Luciana Fracchetta
Mônica ao lado de cartaz do livro
Mônica ao lado do cartaz de seu livro
"A história foi contada de forma fragmentada. Só queria contar a minha versão. Mantive uma linha tênue, sem expor muito as pessoas e sem falar mal de ninguém. Aproveitei um material grande que tenho guardado há anos, a proposta da editora e a época de Natal para alavancar as vendas”, disse.

Sobre sua convivência e relação com políticos, Mônica foi categórica: “não tenho amizades com políticos. Tinha alguns amigos nesse meio, mas me afastei. Mesmo assim, muitas pessoas ainda são queridas.”

 

Planos

A jornalista tem muitos planos para o próximo ano. “Depois do lançamento do livro, pretendo descansar e quero estrear, em março do ano que vem, um programa de TV que tenha um foco jornalístico, mas que fale de entretenimento também. Gostaria de ter um quadro para simplificar, sem banalizar, assuntos sobre política e economia.” Mônica ainda não revela a emissora em que o programa será transmitido.

Cerca de 180 pessoas foram convidadas para o lançamento, nenhuma delas do meio político. "Mas, se eles viessem, seriam muito bem-vindos”, destacou a jornalista. Entre os convidados, esteve presente a atriz Nani Venâncio, que conheceu

Mônica uma semana antes do lançamento da "Playboy".  Nani disse que apesar do pouco tempo de convivência, a jornalista já é muito querida, e a defendeu. “As pessoas tem que parar de julgar. A Mônica tem duas filhas. É preciso respeito”.

“O Poder Que Seduz”

Capa
Ao longo de 192 páginas, divididas em sete capítulos, Mônica Veloso fala de sua chegada ao Distrito Federal, as conversas de corredor no Congresso Nacional e de toda sua trajetória como apresentadora do DF TV, jornal local da Rede Globo, onde ficou durante dez anos.

Trechos do livro:

"Música, perfume e um certo torpor. Champanhe na mão, conversávamos e sorríamos após o jantar [na casa do senador Ney Suassuna]. Havíamos brindado por mais um ano, o intenso ano de 2002 (...) Cercado por jornalistas, o senador Eduardo Suplicy falava, empolgado, sobre o programa Renda Mínima e a indicação de Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central. Mais um pouco, o próprio Meirelles chegou (...) O vento agitando as cortinas, o barulho de cristais e porcelanas como rumores longínquos vindos da sala. Era como se fôssemos as únicas pessoas no mundo.""Naquele momento, o senador Renan Calheiros olhou nos meus olhos e passou a dizer coisas que gostei de ouvir (...) Elogiou meus traços, a pele sempre bronzeada e os cabelos longos. Depois, ao reparar que eu estava sem aliança, perguntou se havia me separado, o que confirmei. Então, ele fez um ar de compreensão e respondeu que sabia o que eu estava sentindo, pois também estava se separando."

"[Num segundo encontro, num jantar, em fevereiro] Seus olhos brilharam quando me viu e, indiferente aos outros convidados, não os tirou mais de mim durante o jantar. Parecia uma criança, estava encantado, feliz. (...) Ele verbalizou sua liberdade de maneira clara, que não deixava a menor dúvida. Não usava aliança, não estava se comportando como alguém que se preocupa com uma outra relação. (...) Íamos a exposições, lançamentos de livros, restaurantes, jantares na casa de amigos, e aos almoços da bancada do PMDB às quartas-feiras. Depois passou a me levar ao Senado, onde eu era tratada com a maior deferência."

"Como qualquer casal apaixonado, tínhamos nossos códigos, nossos momentos e nossas músicas(...) Nossa música marcante foi a do filme "Lisbela e o Prisioneiro". Misturávamos as nossas vozes com a do Caetano e cantávamos, baixinho, olhando no fundo dos olhos do outro: "Agora, que faço eu da vida sem você? Você não me ensinou a te esquecer. Você só me ensinou a te querer, e te querendo eu vou tentando me encontrar...".

Serviço

"O Poder que Seduz"

Autora: Mônica Veloso
Editora: Novo Conceito 
Preço: R$ 34,90

Leia mais sobre: Mônica Veloso




US Multimídia


Publicidade


Enquete


 

fechar [x]