28/11 - 11:44 - Eduardo Bresciani, do Último Segundo/Santafé Idéia
BRASÍLIA - A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou por 17 votos a 3 o encaminhamento ao plenário do processo de cassação contra o presidente licenciado da casa Renan Calheiros. O relator do processo na CCJ, Artur Virgílio (PSBD-AM), afirmou que não existiam indícios de inconstitucionalidade no processo.
Alguns aliados de Renan questionaram, no entanto, a legalidade do processo. Wellington Salgado (PMDB-MG), que é suplente e não votou, disse que o fato da votação no Conselho de Ética ter sido aberta traria inconstitucionalidade ao julgamento. “Nas minhas convicções, acredito que se quebrou a Constituição com o julgamento aberto no Conselho de Ética”.
Demóstenes Torres (DEM-GO) contradisse Salgado lembrando que o Supremo Tribunal Federal negou liminar que pedia o voto secreto no Conselho.
Por fim, a votação elástica contra Renan não pode ser interpretada como uma antecipação do resultado no plenário, uma vez que alguns senadores fizeram ressalvas de que o voto era apenas pela constitucionalidade e não havia uma análise de mérito.
Votaram contra o relatório de Virgílio apenas os senadores Epitácio Cafeteira (PTB-MA), Almeida Lima (PMDB-SE), Joao Borges (PMDB-AP).
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