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PNUD aponta ações brasileiras como exemplo para redução da desigualdade e poluição

27/11 - 12:47 - Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias

O diretor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Kevin Watkins, declarou esta terça-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto, que os programas de transferência de renda como o Bolsa Família demonstram que é possível resgatar a dívida social junto às populações pobres. No evento em que divulgou o relatório do PNUD de 2007/2008, Watkins também citou a tecnologia brasileira de biocombustíveis como "a fórmula a ser seguida" pelas outras nações.

 

O relatório do PNUD tem objetivo de divulgar os avanços e retrocessos no desenvolvimento humano no mundo e traçar panoramas com os desafios dos países em várias áreas. Logo no início do discurso, quando analisou a pobreza e a desigualdade social, o diretor da instituição elogiou diretamente o presidente Lula.
 
"Sob sua liderança, nos últimos anos, o Brasil assistiu a um desenvolvimento extraordinário por meio de ações como os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. A dívida social não está plenamente resgatada, mas sobs sua liderança ficou provado que é possível resgatá-la", afirmou Kevin Watkins.
 
Quando abordou a questão climática, o diretor do PNUD ressaltou o impacto sobre as populações e países mais pobres do aquecimento global. E destacou a necessidade de lideranças políticas firmes e ações práticas para diminuir as emissões de gás carbônico (CO2), citando o programa de biocombustíveis brasileiro como um exemplo de iniciativa para produzir fontes energéticas menos poluentes.
 
"Muitas lições podem ser extraídas da experiência brasileira. Essa é a fórmula a ser seguida daqui por diante", disse Kevin Atkins. Ele ponderou, no entanto, que o País não pode cair no erro de substituir florestas por plantações de cana e outras matérias-primas de biocombustíveis, porque "uma coisa (as vantagens sobre o petróleo) não pode levar à anulação da outra (a preservação do meio ambiente".
 
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que foi elogiada pelo diretor do PNUD pelo controle das ações contra as florestas e recursos hídricos, confirmou a preocupação do governo em não comprometer bens como a floresta amazônica.
 
"No Brasil ainda temos 80% da Amazônia preservada e estamos fazendo todos os esforços para não repetir os mesmos erros (dos países desenvolvidos)", afirmou a ministra.

Leia mais sobre: ONU, PNUD




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