24/11 - 03:00 - Redação
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, pediu ao Ministério Público de Minas Gerais que investigue o secretário estadual de Governo de Minas, Danilo de Castro, e o líder de Aécio Neves na Assembléia Legislativa, Mauri Torres. A acusação é de que eles avalizaram, em novembro de 2004, após as eleições municipais, empréstimo de R$ 707 mil que a agência de publicidade SMPB, então de Marcos Valério, tomou no Banco Rural. As informações são do jornal “O Estado de S.Paulo”.
Na denúncia, a Procuradoria afirma que as agências de Valério SMPB e DNA ganharam licitações no governo mineiro com ajuda de Castro. Em 2004, a SMPB também atendia o Legislativo mineiro. Castro e Torres, no entanto, afirmam que desconhecem eventual destinação política do empréstimo e afirmaram que o aval fora apenas uma formalidade bancária.
Ramon Cardoso, ex-sócio de Valério, disse que o aval de Castro e Torres foi uma "ação entre amigos", uma idéia que surgiu durante uma reunião, em "um ato quase sem sentido", apenas para atender interesses dele e de seus ex-sócios.
Apesar de a investigação ter sido iniciada em fevereiro de 2006, a Promotoria ainda aguarda o envio de laudo do Instituto Nacional de Criminalística sobre o destino do empréstimo, incluso na denúncia do procurador-geral, para definir o andamento da apuração.
Além disso, o Banco Rural se recusou em enviar a documentação relativa ao empréstimo. O banco alegou sigilo bancário para não encaminhar o material.
Respostas
O governador Aécio Neves negou, por meio de sua assessoria, a relação entre o empréstimo e o governo. Danilo Castro disse, em nota, que avalizou o empréstimo da SMPB no Rural a pedido de Ramon Cardoso, feito por meio "do amigo e deputado Mauri Torres" e declarou que "todo o procedimento foi absolutamente transparente, regular e legal". Mauri Torres não respondeu à reportagem do jornal.
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