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Brasileiros sentem reflexo de terremoto no Chile

14/11 - 15:39, atualizada às 18:39 14/11 - Redação

SÃO PAULO – Reflexos do terremoto de 7,7 graus na escala Richter ocorrido hoje no norte do Chile foram sentidos em prédios altos de Brasília e de São Paulo. A informação é do professor George Sand França, do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB).

 

Na capital paulista, os tremores foram sentidos, por volta das 14 horas, nos bairros da Mooca, Pinheiros, Sumaré, Pompéia, na região da Avenida Paulista, Avenida Ipiranga, Alameda Santos e na região central. O tremor durou 40 segundos, de acordo com a Defesa Civil da cidade.

Segundo o professor, é provável que a ressonância do terremoto também tenha sido sentida nos prédios mais altos de Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). "Com o terremoto de hoje, temos notícia de 46 eventos ocorridos nos Andes que tiveram reflexos no Brasil desde 1922", afirmou o professor.

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“Fiquei com muito medo”, afirma a compradora Adriana Vasques que sentiu um tremor por volta das 13h50, no décimo andar do prédio onde trabalha, na Avenida Matarazzo, Perdizes, zona oeste da capital paulista.

Já a coordenadora de serviços Cynthia Palma Sartori disse que sentiu um tremor no prédio onde trabalha por volta das 11h50 de hoje. “Fui informada que não há risco de desabamento. Questionei o Corpo de Bombeiros e eles disseram que o abalo é insignificante. Liguei no 199 e atendente nem sabia o que estava acontecendo”, relata Cynthia.

O engenheiro industrial Eugen Weiss, que mora na Rua Augusta, a dois quarteirões da Avenida Paulista, também sentiu um tremor. "Foi como uma pancada. Até pensei que era uma colisão de caminhão ou de um ônibus na rua", disse. Ele mora no sétimo andar do prédio e afirma que a "pancada" não chegou a assustar, apenas "mexeu" algumas louças na casa.

Ele só soube que o tremor foi um reflexo do terremoto no Chile pela reportagem. "Há uns cinco anos eu senti um terremoto aqui, mas foi diferente. Durou alguns segundos. Aí, parou tudo. Esse não, foi muito breve", afirmou Weiss.

Henrique de Moura Reis, que trabalha na Rua Pamplona esquina com a Avenida Paulista, relata que por volta das 13h45 começou a passar mal. "Senti uma tontura como nunca havia sentido antes. A cabeça começou a rodar, no mesmo momento olhei para minha colega e contei à ela, a surpresa foi quando ela me disse que sentiu também. Foi muito estranho", conta Reis.

(*Com informações da Agência Estado)

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