07/11 - 12:30, atualizada às 12:31 07/11 - Redação
SÃO PAULO - Os moradores das casas interditadas da rua Bernardino de Sena, na Zona Norte de São Paulo, voltaram ao local onde um jato caiu no último domingo para retirar objetos pessoais. As casas devem ser demolidas, mas a ação foi adiada para que os familiares pudessem recuperar objetos de valor.
A Defesa Civil acompanhou os moradores. A seguradora da empresa Reali Táxi Aéreo também deve realizar uma vistoria no local, antes da demolição das construções.
Os moradores devem participar nesta tarde de uma reunião com a Defensoria pública.
Investigação
A empresa Reali Transporte Aéreo tem até a próxima segunda-feira para entregar à Polícia Civil a ficha técnica dos pilotos e do jatinho Learjet 35, que caiu na zona norte de São Paulo no último domingo. Segundo Elizabeth Sato, delegada responsável pelas investigações, a empresa tem cooperado com a polícia, mas ainda não apresentou as informações solicitadas sobre os pilotos e a aeronave acidentada.
De acordo com Elizabeth, sem os laudos técnicos e os documentos da Reali, não há como especular sobre as reais causas do acidente. “Vamos analisar o conjunto com base na ficha técnica do Learjet”, explica.
A polícia quer informações como tempo de vôo do jatinho, quantidade de combustível no momento do acidente e documentos que comprovem que os pilotos estavam aptos para vôo. “Nós vamos solicitar (como já o fizemos), as condições físicas do piloto e do co-piloto porque ambos passam por exames específicos”, explica Elizabeth.
A delegada conta que papéis encontrados entre os destroços mostram que o Learjet 35 estava apto para vôo. “A documentação revela que a aeronave passou por manutenção no dia 24 de outubro”. Segundo ela, a manutenção foi realizada pela ABC Táxi Aéreo, de Uberlândia (MG), empresa autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Além da documentação, entre os destroços, foram encontrados cartões de crédito e uma câmera fotográfica Sony Cybershot, que será periciada pelo Instituto de Criminalística (IC) na tentativa de que as imagens sejam recuperadas. Segundo Elizabeth Sato, a aeronave era arrendada, propriedade das empresas Textdar e Trilogy. A polícia indica que incluiu nas investigações os donos do avião.
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