06/11 - 09:25, atualizada às 12:07 06/11 - Redação
RIO DE JANEIRO – Pelo menos 10 pessoas foram detidas na manhã desta terça-feira, durante a Operação Ipabacana, que tem como objetivo levar ordem urbana aos bairros de Ipanema e Leblon, na zona sul do Rio. A iniciativa pretende coibir o comércio ambulante e o estacionamento irregular, além de vans ilegais, exploração sexual de menores e a população de rua, que será recolhida e encaminhada a abrigos públicos.
Desde o início da manhã de hoje, mais de 10 pessoas foram detidas, menores e moradores de rua foram recolhidos, alguns com objetivos furtados. Também foram apreendidas mercadorias ilegais e um veículo foi rebocado.
A ação segue o modelo da operação CopaBacana, que continua sendo realizada no bairro de Copacabana, para promover a ordem num dos bairros mais conhecidos do Rio.
De acordo com o subsecretário de Estado de Governo, Rodrigo Bethlem, os problemas de Ipanema e Leblon já foram identificados e a participação da população é fundamental para o sucesso da operação.
“Nossos registros deixam claro o quanto conseguimos melhorar a ordem urbana em Copacabana e agora vamos estender essas ações com a mesma ênfase para Ipanema e Leblon”, disse Bethlem.
A Operação Ipabacana vai funcionar em três horários diferentes: das 8h às 12h, das 17h às 20h e das 21h à 1h da madrugada.
Estão envolvidas na ação cerca de 60 profissionais de diversos órgãos do estado e município, como Fundação Leão 13, a secretaria de Estado de Governo, o Detran, além de delegacias especializadas, da Comlurb, da Fiscalização Sanitária e da Guarda Municipal.
O Ponto de encontro será na Sede do 23º BPM (Leblon) às 8h, onde a força-tarefa seguirá para a operação.
A Secretaria de Estado de Governo pôs à disposição da população e dos moradores da região dois telefones para reclamações e sugestões: (21) 2299-5300 e (21) 2299-5770. As denúncias e comentários também podem ser feitos através do e-mail sscap@segov.rj.gov.br.
Críticas da prefeitura
O governo do Estado divulgou a operação como sendo uma parceria entre a secretaria de Estado e a prefeitura. No entanto, a prefeitura negou o apoio à iniciativa estadual.
Segundo a prefeitura, o município discorda das políticas usadas pelo governo para tratar, por exemplo, da população de rua ou da exploração infantil.
A prefeitura afirmou ser contra a “política higienista” do governo, que não traz integração, apenas tira os problemas de bairros da zona sul e os leva para outras regiões do Rio.
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