06/11 - 10:32, atualizada às 16:27 06/11 - Redação com agências
SÃO PAULO - A Polícia Federal prendeu cinco pessoas acusadas de fraudar o processo de concessão de benefícios culturais da Lei Rouanet, no Ministério da Cultura (MinC), em Brasília. A chamada Operação Mecenas foi deflagrada nesta terça-feira e prendeu a funcionária Adriana Barros Ferraz que cobrava R$ 1.500,00, além de 0,5% do valor do contrato submetido à lei de incentivo, para agilizar o procedimento de liberação de recursos.
Adriana controlava o andamento de processos no Conselho Nacional de Incentivo à Cultura, responsável pela aprovação de projetos beneficiados pela Lei Rouanet de incentivo à cultura. A PF cumpre ainda sete mandados de busca e apreensão.
A investigação da PF foi motivada por uma denúncia feita pelo próprio Ministério da Cultura. Além da servidora, fazia parte do grupo o policial civil Paulo Cesar Silva Guida, que é acusado de “agenciar” os interessados em participar do esquema, e os produtores da empresa G4 Raul Eduardo Cruz Machado Santiago e seu irmão José Eduardo Cruz Machado Santiago. Além deles, foi preso também o produtor cultural José Ulysses Frias Xavier.
Os cinco acusados estão detidos na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A operação Mecenas é realizada pela PF em conjunto com a Controladoria Geral da União, o Ministério da Cultura e a Corregedoria da Polícia Civil do DF.
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