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Operação da PF contra fraude no Detran-RS prende 14 pessoas

06/11 - 18:56 - Agência Estado

Catorze pessoas foram presas hoje na operação Rodin da Polícia Federal, que desmontou uma organização especializada em fraudar contratos públicos celebrados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Rio Grande do Sul. A PF recolheu documentos e computadores em Porto Alegre, Canoas e Santa Maria.

Um cálculo inicial indica que o esquema montado pelo grupo, que vinha sendo investigado havia seis meses, lesou a autarquia em cerca de R$ 40 milhões do desde 2002.

Entre os presos estão o atual diretor-presidente do Detran, Flavio Vaz Neto, seu antecessor Carlos Ubiratan dos Santos, e o diretor administrativo da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) Antônio Dorneu Maciel, empresários e professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A governadora Yeda Crusius determinou o afastamento de Vaz Neto e de Maciel de suas funções até que a investigação seja concluída.

Na nominata completa, que não foi divulgada pela Polícia Federal, constam pessoas ligadas ao PP, ao PMDB e ao PSDB. A investigação não indicou evidência de relação do dinheiro com campanhas políticas, mas a hipótese ainda não está descartada.

Golpe

Segundo policiais que comandaram a operação, o Detran contratava sem licitação a Fundação de Apoio, Ciência e Tecnologia (Fatec), e sua sucessora, a Fundação para o Desenvolvimento e o Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae), ligadas à UFSM, para elaboração dos exames de avaliação teórica e prática de habilitação de motoristas.

"Como isso não é pesquisa universitária, a licitação era necessária", destaca o delegado Alexandre Isbarrola, chefe do Núcleo de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal no Rio Grande do Sul. Na seqüência, as fundações também cometiam a irregularidade de terceirizar os serviços que prestariam ao Detran para empresas privadas, pagando preços superfaturados e também por serviços não prestados.

Quando recebiam o pagamento, as fundações ficavam apenas com o valor equivalentes aos seus custos e repassavam o restante às terceirizadas. Estas, por sua vez, faziam parte da verba chegar aos agentes públicos que haviam dispensado as licitações.




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