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Ministro manda Anac apertar fiscalização de jatinhos

05/11 - 12:35 - Agência Estado

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, quer intensificar a fiscalização da aviação geral, que abrange jatos particulares, táxis aéreos e helicópteros. Depois de três acidentes com helicópteros quinta-feira e da queda de um Learjet ontem no Campo de Marte, Jobim determinou ao diretor da Anac Allemander Pereira Filho que faça uma avaliação do sistema de fiscalização, para verificar se as regras são cumpridas ou será preciso adotar normas mais rígidas.

A Anac vai investigar as empresas da aviação geral e os procedimentos de manutenção dos aviões e helicópteros. Segundo a assessoria do ministério, mesmo sem saber os motivos dos acidentes, Jobim recomendou "um novo processo de fiscalização da aviação geral", por acreditar que há "muitos problemas nesse segmento".

O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), estatal que administra os aeroportos, Sérgio Gaudenzi, estava ontem em Buenos Aires e não tinha informações sobre o acidente no Campo de Marte. Mas afirmou que o aeroporto está em plenas condições de operação.

Parlamentares que participaram das CPIs do Apagão Aéreo da Câmara e do Senado chamaram a atenção para o fato de que o movimento no Campo de Marte cresceu muito com as restrições de pousos e decolagens de jatos executivos e táxis aéreos no Aeroporto de Congonhas. A outra opção a Congonhas, o Aeroporto de Jundiaí, fica fora da capital. "Hoje não existe fiscalização adequada de aeroportos como Marte. É um aeroporto pequeno, com uma só pista, curta, e agora está com movimento muito maior, por causa da restrição em Congonhas", disse o vice-presidente da CPI da Câmara, Eduardo Cunha.




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