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Acusada de jogar filha em córrego diz que criança parecia estar morta

01/11 - 12:12, atualizada às 12:38 01/11 - Redação

SÃO PAULO – A diarista acusada de jogar a filha recém nascida em um córrego de Contagem (MG), em setembro, confessou o crime nesta quarta-feira, alegando que a menina parecia estar morta. Em depoimento no Tribunal do Júri do Fórum de Contagem, a mãe confirmou que tentou induzir o aborto tomando chás no início da gravidez e remédios na véspera do parto.

Elisabete Cordeiro dos Santos, de 25 anos, alegou que a criança parecia estar morta porque nasceu sem chorar. Segundo ela, por medo da reação da família e do ex-namorado ao saberem da gravidez, fez tudo sozinha, sem contar a ninguém. Depois da audiência, a diarista foi levada de volta à Penitenciária Estevão Pinto, onde permanece em cela individual.

O caso será encaminhado ao defensor público, que tem seis dias para elaborar a defesa. Em seguida, a juíza Maria Luíza Andrade Rangel Pires marcará a audiência de instrução, para ouvir testemunhas de acusação e de defesa. Depois das alegações finais, Maria Luíza decide se a diarista vai ou não a júri popular.

Entenda o caso

No dia 30 de setembro, dois rapazes encontraram a recém-nascida no Rio Arrudas, em um trecho que recebe esgoto das casas.

O bebê foi encaminhado para a UTI da Maternidade Municipal de Contagem, onde ficou por quatro dias e morreu.

De acordo com o laudo médico enviado ao IML, a causa da morte da criança foi parada cardíaca em decorrência de edema cerebral e  infecção generalizada.

Segundo a polícia, a mãe da recém-nascida, Elisabete Cordeiro dos Santos, de 25 anos, confessou ter jogado a filha nas águas poluídas do córrego após tomar abortivos. Elisabete foi presa em flagrante e autuada por tentativa de homicídio.

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