Funcionários do laboratório clínico do Instituto de Infectologia do Hospital Emílio Ribas, referência nacional em doenças infecto-contagiosas, iniciaram ontem à noite uma vigília dentro da unidade. Eles são contrários ao que chamam de terceirização dos exames de rotina pela Secretaria Estadual da Saúde.
Além da mobilização, os trabalhadores tentam impedir a mudança na Justiça. Eles garantem que os pacientes vão ser prejudicados. O governo do Estado contesta as informações.
O novo sistema prevê que exames de urgência e emergência, ou seja, daqueles pacientes que estão no pronto-socorro ou na UTI, cujos resultados precisam sair em horas, continuem sendo feitos no laboratório. Os demais testes - chamados de rotina - serão realizados pelo serviço contratado pela secretaria, fora do hospital.
De acordo com a médica neurologista e patologista do Emílio Ribas, Terezinha Matos, a população será prejudicada. O laboratório contratado simplesmente vai entregar um resultado, porque não irá atrás do diagnóstico. Já o serviço que prestamos vai mais a fundo. Vemos o paciente como um todo. Se o exame apresentar alteração, fazemos uma investigação do que isso significa no diagnóstico do paciente.
Ela garante ainda que dos 120 funcionários do laboratório, só 40% serão reaproveitados e os demais, remanejados. É um absurdo, porque os profissionais são altamente especializados. Os funcionários, que ontem denunciaram o problema na Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, garantem que a mudança acontecerá nos próximos dias.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Saúde informou que o objetivo da alteração é agilizar o atendimento. Isso vai acontecer, segundo o órgão, porque os profissionais não ficarão tão sobrecarregados com a demanda de exames. As informações são do Jornal da Tarde
AE