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Estupros aumentam em São Paulo no terceiro trimestre do ano

01/11 - 12:22, atualizada às 14:20 01/11 - Redação

SÃO PAULO - Os casos de estupro na cidade de São Paulo aumentaram 36% no terceiro trimestre, em comparação com o segundo, de acordo com informações do balanço divulgado nesta quinta-feira pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). De abril a junho, ocorreram 191 casos e, de julho a setembro, o número chegou a 260.

O mesmo aconteceu na Grande São Paulo e em todo o Estado. Foram registrados, no terceiro trimestre, 210 e 822 respectivamente. De abril a junho, os números chegaram a 198 e 731 respectivamente.

Em comparação ao terceiro trimestre do ano passado, os números mantiveram-se praticamente iguais na capital paulista. Em 2006, foram registrados 262 casos de estupro em São Paulo e 174 na Grande São Paulo.

O coordenador de análise e planejamento (CAP) da Secretaria de Segurança Pública, Tulio Kahn, informou em entrevista ao Último Segundo que, em 12 anos de estatísticas, houve uma redução gradativa nos crimes contra pessoas. “Quando começamos tínhamos uma média de 1.200 casos de estupro por trimestre. Durante muitos anos, mantivemos a estabilidade, cerca de mil casos. E fomos reduzindo, mas o problema é que quando você tem uma melhora no atendimento, como tivemos, você também aumenta a notificação dos crimes”, explica.

Latrocínio

O número de mortos em latrocínios, roubo seguido de morte, caiu pela metade no terceiro trimestre deste ano em São Paulo. De julho a setembro foram registrados 11 roubos com 11 vítimas, já de abril a junho o número chegou a 8 casos com 22 mortos.

Em todo o Estado, o número chegou a 53 casos com 54 vítimas no terceiro trimestre do ano. De abril a junho, o número de vítimas também foi maior, sendo 55 casos com 85 mortos.

Na Grande São Paulo, o número de vítimas também foi menor, apesar de ter ocorrido um pequeno aumento no número de casos. De abril a junho, foram registrados oito casos de latrocínio com 13 mortos. Já no terceiro trimestre do ano, foram 10 casos com 10 mortos.

De janeiro a setembro, a SSP registrou 27 casos de latrocínio na capital, com 50 mortos. Em todo o Estado de São Paulo, no mesmo período, foram 166 casos de roubo seguido de morte, com 215 vítimas.

Kahn também explicou que apesar do número de roubos ter aumento, no centro de São Paulo, a SSP verificou uma queda de 9% na região. “Com as operações realizadas nas regiões de maiores concentrações de camelôs, o número destes crimes foi reduzido nessas áreas. Isso porque, por causa do grande número de pessoas e da pouca visibilidade, os ambiente se tornam propícios para a ação de criminosos. Mas as ações têm diminuído esses dados”, afirma.

Homicídios

De janeiro a setembro deste ano foram registrados 1.786 homicídios na capital paulista, sendo um total de 7.444 em todo o Estado.

Destes 1.786 casos na capital, 1.157 são homicídios dolosos, com inteção de matar, e 629 são homicídios culposos, sem intenção de matar, que ainda incluem homicídios culposos em acidentes de trânsito. Em todo o Estado, esses números chegam à 3655 e 3789, respectivamente.

Outra ação que tem ajudado a diminuir alguns índices. “A cada três meses a Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) escolhem uma favela onde irão atuar. Nesse período, são realizadas prisões na região para diminuir o crime na área. Além disso, a PM leva outros órgãos do município como dentistas, músicos e etc. O objetivo é misturar ações preventivas e repressivas”, explica.

Seqüestros

De acordo com o balanço, o número de seqüestros sofreu um aumento do segundo para o terceiro trimestre do ano. De abril a junho, foram registrados 16 casos na capital, três na Grande São Paulo e 30 em todo o Estado. De julho a setembro, foram 17, sete e 30, respectivamente.

Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o número aumentou. Em 2006, foram registrados 10 casos, o que representa uma alta de 70% na capital paulista.

Segundo a SSP, de janeiro a setembro, foram registrados 43 casos de seqüestro na capital, 19 na Grande São Paulo e 85 casos em todo o Estado.

“Além dessas ações, temos também o Infocrim (Sistema de Informação Criminal), que ajuda a mapear o crime em São Paulo, identificar os principais pontos, que chamamos de hot spot. Com isso, a polícia pode planejar como atuar nas áreas que recebem mais chamados. O objetivo é expandir para todo o Estado”, explica o coordenador.

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