30/10 - 12:48, atualizada às 11:09 01/11 - Redação com agências
A Vigilância Sanitária de Minas Gerais apreendeu nesta terça-feira unidades dos leites das marcas Itambé, Cemil, Lac e Sarita. De acordo com Leandro Esteves de Vasconcelos, fiscal sanitário municipal, cada regional recolheu cerca de 5 unidades de cada marca para realizar a análise do produto. Segundo ele, os lotes de leite tipo longa-vida comercializados pelas empresas Parmalat, Calu e Centenário, que foram interditados pela Anvisa, não foram encontrados nos supermercados.
Vasconcelos explica que os três lotes da marca Parmalat que foram interditados pela Anvisa já estão com o prazo de validade expirado. "Estamos fazendo buscas, mas acho difícil encontrarmos algum destes produtos, em razão da ampla divulgação que teve o caso. Se os supermercados ainda estivessem com os lotes em estoque, creio que já retiraram", afirmou.
Na segunda-feira, foram apreendidos leites das marcas Milênio, Karinho, Piracanjuba, Cotochés e Fazenda Mineira, o que não significa que os leites estejam contaminados. Esta é uma parceria da Vigilância Sanitária com a Prefeitura de Belo Horizonte. "Colhemos amostras dos leites encontrados nos mercados. Antes da denúncia já estavámos fazendo este programa de avaliação".
Nesta terça-feira, reportagem divulgada pelo jornal "Folha de S. Paulo" afirma que o químico acusado de ser responsável pela fórmula do leite adulterado – com água oxigenada e soda cáustica - Pedro Renato Borges, prestou serviços para mais oito laticínios. Atualmente ele trabalhava como engenheiro químico na Coopervale, de Uberaba (MG).
Procurado pela reportagem do Último Segundo, o advogado de Pedro Renato Borges, Rodrigo Bueno Braga, não quis se pronunciar sobre o assunto.
Entre os clientes das empresas estão as empresas Parmalat, Nestlé e Calu.
Em depoimento à Polícia Federal, Borges contou que, além delas, prestava serviços para Laticínios Herculândia (de Herculândia, SP), Fazenda Bela Vista (Tapiratiba, SP), Doceria Primavera (Cravinhos, SP), Laticínio Canto de Minas (Ituiutaba, MG), Biolac (Monte Carmelo, MG), Cooperativa Agropecuária Boa Esperança (Boa Esperança, MG), Coplap - Cooperativa de Produtores da Alta Paulista (Tupã, SP) e Laticínio Zacarias (Monções, SP). Segundo a reportagem, as empresas – que serão investigadas - negam ter comprado qualquer fórmula do leite.
Operação Ouro Branco
A Polícia Federal deu início no último dia 22 de outubro à Operação Ouro Branco, que visava desarticular um grupo acusado de adulterar o leite produzido pelas Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale), em Uberaba, e Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), em Passos. De acordo com as investigações do MPF, as cooperativas são suspeitas de adicionar soda cáustica (hidróxido de sódio) e água oxigenada.
Na operação, 27 suspeitos foram detidos, mas apenas o presidente da Coopervale e outras quatro pessoas de nomes não divulgados pela polícia permanecem presos. O engenheiro químico e diretor da Coopervale Pedro Renato Borges, suspeito de criar a fórmula adulterada do leite com soda caústica, foi libertado na última sexta-feira. De acordo com a Polícia Federal, Borges nega as acusações. A cooperativa disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que os diretores ainda aguardam receber o laudo técnico oficial do MPF para se pronunciarem sobre as denúncias.
(*Com informações da Agência Estado)
Leia mais sobre: Operação Ouro Branco, leite adulterado
Leia também
Publicidade
Sinopse de imprensa: Ministério da Agricultura proíbe comercialização de leite de 4 empresas