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Quase 800 obras sofreram embargos de janeiro a setembro no Rio

28/10 - 13:58 - Nara Alves, repórter iG no Rio

RIO DE JANEIRO – Quase 800 obras sofrerem embargo da Secretaria de Urbanismo do Município de janeiro a setembro deste ano no Rio de Janeiro. Essas construções se somam, agora, às diversas obras paralisadas distribuídas por toda cidade.

Segundo a Coordenadoria de Orientação e Regularização Urbanística do Rio, em 2006, outras 915 construções foram embargadas. Neste ano, foram 794 interdições, além de 4.779 multas e 2.573 notificações. Em 2006, 5.373 obras receberam multas por infrações e 3.212 foram notificadas.

Os moradores da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul, enfrentam um dos mais emblemáticos problemas atuais relacionados a obras paradas no Rio. Após 11 anos, o projeto Lagoon ainda causa polêmica. Em 1996, a concessionária Glen Entertainment, que tem a permissão para explorar o local, iniciou a construção do que seria um amplo complexo esportivo e de lazer dentro do estádio de remo.

O projeto enfrentou o embargo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e teve de ser interrompido durante as obras para ser redimensionado por cinco vezes até que, este ano, com a ajuda dos Jogos Pan-Americanos, está em fase de aprovação. De acordo com a Glen Entertainment, os espaços de cinema e praça de alimentação já estão sendo comercializados e a previsão é de que comecem a funcionar até maio de 2008.

Na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, as torres redondas Charles De Gaulle e Abraham Lincoln, do condomínio Athaydeville, do construtor Múcio Athayde, demoraram 20 anos para serem construídas. O primeiro edifício foi concluído e vendido, mas o segundo permanece inativo, restando apenas uma estrutura de cimento aparente. Com o abandono, o local foi ocupado. O objetivo dos novos moradores é fazer um acordo para concluir a obra, informa a Associação de Empresas do Mercado Imobiliário.

Outros dois prédios residenciais localizados nas ruas Xavier da Silveira e Santa Clara, ambos em Copacabana, na zona sul, também estão há décadas aguardando sua conclusão. A Secretaria de Urbanismo do município do Rio de Janeiro confirmou que ambos os edifícios sofreram ações de embargo, mas não informou o motivo das paralisações.

A Secretaria de Urbanismo, responsável pela autorização dessas obras na cidade, admitiu não ter controle sobre todas as obras paradas na cidade. A autuação de edificações irregulares é feita, na maioria das vezes, por meio de denúncias da população em um dos seis departamentos regionais. Essas denúncias, no entanto, não resultam em um levantamento estatístico que poderia ajudar em fiscalizações futuras, pois a secretaria não conta com um sistema unificado.

 





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