26/10 - 17:01 - Agência Brasil

O ex-senador pelo Distrito Federal Joaquim Roriz (PMDB) e o empresário Nenê Constantino, dono da Gol Linhas Aéreas, depõem neste momento na Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco), em Brasília. Eles prestam esclarecimentos sobre as investigações da Operação Aquarela, deflagrada pela Polícia Civil do DF. O empresário empurrou repórteres e ameaçou a jogar uma pedra no repórter fotógrafico Alan Marques, do jornal Folha de S.Paulo.
Roriz depõe sobre um cheque de R$ 2,2 milhões do Banco Regional de Brasília (BRB) que, segundo ele, serviria para comprar uma bezerra de R$ 300 mil e ajudar financeiramente um primo. O dinheiro teria saído da conta de Constantino. Ao chegar à delegacia, o ex-senador e ex-governador do Distrito Federal disse apenas que veio “tratar de assuntos pessoais, que não têm nada a ver com a coisa pública” e entrou sem dar mais declarações.
Em conversa telefônica ocorrida em março, cuja gravação foi autorizada pela Justiça, Roriz e o então presidente do BRB, Tarcísio Franklin de Moura, foram flagrados negociando a partilha dos R$ 2,2 milhões, que seria feita no escritório de Nenê.
Nenê também presta depoimento na Deco neste momento. Por volta das 15h15, quando chegou à delegacia, o empresário tentou agredir a imprensa. Ele empurrou repórteres e ameaçou a jogar uma pedra no repórter fotógrafico Alan Marques, do jornal Folha de S.Paulo. Nenê entrou na sala sem se pronunciar.
Segundo o advogado Hermano Camargo, que representa Nenê, o empresário depõe apenas como testemunha. Hermano afirmou ainda que Nenê pediu desculpas ao fotógrafo.
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