26/10 - 13:17, atualizada às 22:19 26/10 - Redação
RIO DE JANEIRO – O acúmulo de lixo e água numa encosta próximo ao Complexo do Alemão provocou a queda de um muro divisório, causando o desabamento de uma casa que matou três crianças e deixou uma ferida. Segundo informações da Defesa Civil, o entulho ficou acumulado após as fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro nos últimos três dias.
Homens dos quartéis do Méier e da Penha trabalharam nas buscas pelas crianças. Bruno Costa da Silveira, de dois anos, Vitor Hugo Freitas Rocha e Erick Freitas Ferreira, de três, foram retiradas sem vida dos escombros.
O menino Felipe Costa da Silveira, de 14 anos, foi socorrido e levado para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, subúrbio do Rio. Segundo a secretaria estadual de Saúde, ele sofreu escoriações leves e não corre perigo de vida.A Defesa Civil recebeu um total de 467 chamados desde o início das chuvas, na tarde de terça-feira, até as 17h desta sexta. Os casos de imóveis com infiltrações se mantêm no topo da lista, com 89 ocorrências, seguidos por deslizamento de barreira e imóveis com rachaduras. Outros chamados comuns foram ameaça de deslizamento de barreira e quedas de muros.
Os bairros com o maior número de solicitações foram Campo Grande, Tijuca, Centro, Jacarepaguá, Ilha do Governador, Bangu, Guadalupe, Pavuna, Santa Teresa e Rio Comprido.
Vítimas da chuva
A Defesa Civil Estadual confirmou a morte de três pessoas em decorrência das chuvas que atingiram o Rio. O corpo de Márcia Cristina Lacerda foi encontrado em sua casa no bairro de Caioaba, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Segundo a Defesa Civil, ela sofreu um mal súbito e caiu desmaiada com o rosto voltado para o chão. Como a casa dela estava alagada, ela acabou se afogando. A técnica de enfermagem será enterrada às 16h30 no Cemitério Vila Rosali, em São João de Meriti.
Na tarde de ontem, um adolescente de 17 anos foi eletrocutado na Ilha de Guaratiba, na zona oeste, depois que um fio caiu sobre sua casa. Outra vítima foi o menino Ronaldo da Silva Ribeiro, de nove anos, que morreu quando voltava da escola, em Nova Iguaçu. Ele caiu num bueiro e chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do hospital.
A Defesa Civil do município entrou em “estado de alerta”, com funcionários de plantão 24 horas por dia. A Baixada Fluminense foi a área do Estado mais atingida pelas chuvas dos últimos dias. Segundo dados preliminares da Defesa Civil estadual, das mais de 1.500 pessoas desalojadas no Estado, cerca de 1.400 são na região. Foram registrados pontos de alagamento, inundação de casas e pequenos deslizamentos os municípios de Mesquita, Belford Roxo, Nilópolis e Nova Iguaçu.
De acordo com a Defesa Civil, os bairros mais atingidos foram Campo Grande, Tijuca, Centro, Jacarepaguá, Ilha do Governador, Guadalupe, Bangu, Pavuna, Rio Comprido e Santa Teresa.
A Defesa Civil orienta a população que mora em áreas de risco, principalmente em região de encostas, a abandonar o local caso perceba qualquer sinal perigo. Para atendimento em casos de emergências ou solicitações, população pode entrar em contato pelo telefone 199.
(*Com informações da Agência Estado)
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