25/10 - 11:51 - Eduardo Bresciani - Último Segundo/ Santafé Idéias
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou ser favorável à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a adulteração de leite longa vida em Minas Gerais. A Polícia Federal prendeu nessa segunda-feira 27 pessoas no estado na Operação Ouro Branco. A operação atingiu as cooperativas Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil) e dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale).
O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) e outros integrantes da Comissão de Defesa do Consumidor começaram a coletar assinaturas para a realização de uma CPI Mista para investigar o caso. Chinaglia defende a apuração dos fatos. "Pode ser uma CPI, sempre sou favorável a uma investigação, desde que não se sobreponha ao trabalho da polícia".
O presidente da Câmara afirma que além da CPI, a Casa pode pressionar as investigações por meio de audiências nas comissões de Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor. Ele evita culpar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou os departamentos estaduais de Vigilância Sanitária por não ter impedido a falsificação.
"Fiscalização para toda atividade humana é impossível, mas fica evidente que há problemas no controle de qualidade de alimentos".
Segundo a PF, as cooperativas mineiras utilizavam produtos químicos para prolongar a vida útil do leite. Entre os produtos misturados ao alimento estavam soda cáustica e água oxigenada, impróprios para o consumo humano. O leite adulterado era vendido para empresas como Calu e Parmalat, que distribuíam o produto para todo o País.
Publicidade