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Menino de 9 anos morre na Baixada Fluminense por causa da chuva

24/10 - 15:21, atualizada às 19:56 24/10 - Redação

RIO DE JANEIRO - Um menino de nove anos morreu nesta quarta-feira, no município de Mesquita, na Baixada Fluminense, segundo a Defesa Civil do Rio. Ele caiu em um bueiro aberto, ligado ao rio Japutinga, e chegou a ser levado para o Hospital de Vila Norma, mas já chegou morto ao local. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a rua estava alagada em conseqüência da forte chuva e a água não permitiu que a criança visse o buraco no chão.

O bueiro fica na Rua Higino de Oliveira, na esquina com a Rua Cesário, no bairro de Japutinga. Segundo os bombeiros, carros dos quartéis do Corpo de Bombeiros de Nilópolis e Nova Iguaçu foram enviados para o local e trabalharam cerca de duas horas nas buscas.

No entanto, um bombeiro de Nova Iguaçu que não se identificou havia declarado, durante as buscas, que o caso não era prioridade. "Estamos priorizando as pessoas que estão embaixo de escombros, presas etc. Há pessoas em estádios de futebol agarradas às traves dos gols”.

Segundo um bombeiro do quartel de Nilópolis, praticamente todo o efetivo dos bombeiros da Baixada está na rua e “toda a região está alagada e em estado caótico”.

Mais de 400 chamados

Só na capital fluminense, foram cerca de 450 chamados de socorro recebidos por órgãos oficiais. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil do Estado atenderam, entre 8h e 18h de hoje, 280 chamados, mais do que o dobro de um dia normal. Pela Defesa Civil do Município, foram atendidos 170 solicitações, a maioria por ameaça de queda de muros de contenção, deslizamentos e vistoria em imóveis. Segundo a Defesa Civil Estadual, 1.500 bombeiros trabalham exclusivamente para socorrer vítimas das chuvas na cidade.

Em Mesquita, 150 pessoas desabrigadas por causa da chuva foram levadas para uma escola na cidade. Na mesma cidade, um colégio público na localidade de Caioba foi invadido pela água e os alunos  precisaram ser retirados do colégio pela Defesa Civil.

Os municípios de Belford Roxo e Nova Iguaçu também têm vários pontos de alagamento. Uma viatura dos Bombeiros saiu do quartel de Parada de Lucas levando um barco para ajudar no resgate de possíveis vítimas da Baixada.

No Rio, na Rua Azevedo Lima, no bairro do Rio Comprido, houve o desabamento parcial de uma casa. O mesmo ocorreu na Rua do Acre, próxima à Central do Brasil, e no Morro da Providência, no Santo Cristo. No mesmo morro, sete famílias foram notificadas pela Defesa Civil Municipal por se encontrarem em situação de risco, mas apenas duas atenderam à solicitação de deixarem suas casas. Uma parede de um dos prédios do Iaserj Central, na Praça da Cruz Vermelha, também desabou, mas sem causar vítimas.

Bombeiros também resgataram de um ônibus na Rua do Lavradio, que estava alagada, no Centro, uma senhora que passava mal. Ela foi levada de ambulância para o Hospital Municipal Souza Aguiar. 

A Defesa Civil Estadual orienta os moradores dos locais classificados como área de risco a deixarem suas casas, procurando um lugar seguro para dormir até que pare de chover. São centenas de áreas de risco notificadas pelo órgão, sobretudo em encostas desmatadas e áreas ribeirinhas.

O subsecretário estadual de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado, pediu responsabilidade à população. “Peço a todos que abram caminho para as ambulâncias do Corpo de Bombeiros, mas que evitem segui-las, para não provocar acidentes”, declarou. 
 

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