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Jobim pretende liberar R$ 70 milhões para reparar as "péssimas" condições do Galeão

24/10 - 14:43 - Valor Online

RIO DE JANEIRO- O ministro da Defesa, Nelson Jobim, reprovou as condições do Terminal 1 do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, após vistoria que contou com a presença do presidente da Infraero, Antonio Gaudenzi, e do secretário de Transportes do Rio de Janeiro, Julio Lopes.

 

Jobim confirmou que vai conseguir a liberação de R$ 70 milhões para investir na recuperação do terminal mais antigo do aeroporto. As condições do Terminal 1 são péssimas, absolutamente péssimas, resumiu, após percorrer um trajeto em que encontrou pelo menos duas goteiras amparadas por baldes na área de circulação do aeroporto.

Segundo o ministro, as verbas para a reforma serão parte de um programa mais amplo de recuperação do aeroporto que prevê, inclusive, a redução da capacidade ociosa do Galeão. O aeroporto pode receber até 15 milhões de passageiros por ano e, de acordo com informações passadas pelo ministro, recebe hoje apenas 9 milhões de pessoas anualmente. O objetivo é elevar essa circulação para 12 milhões de passageiros por ano.

Na avaliação de Jobim, dos três pilares que considera fundamentais para a normalização do setor aéreo no Brasil, a segurança já está equacionada. Em relação à pontualidade e à regularidade, o ministro informou que até o final do mês de março de 2008 deve apresentar um planejamento para solucionar de vez os seguidos problemas encontrados nos aeroportos brasileiros.

Não adianta tentar transferir a culpa para os passageiros e dizer que não é culpa da Agência Nacional Aviação Civil (Anac), da Infraero ou da empresa. O problema é que o sistema todo não funciona, disse. O plano, segundo o ministro, passará seguramente pela desconcentração de vôos em São Paulo, principalmente no aeroporto de Congonhas.

Jobim ressaltou que uma das principais causas da falta de pontualidade é o efeito dominó de atrasos e de cancelamentos sempre que há um problema em São Paulo. Nesse sentido, o Galeão tem papel importante e, para alcançar as metas de crescimento do fluxo de passageiros, o governo federal espera colaborar com a redução de taxas cobradas no aeroporto fluminense.

Jobim espera terminar na próxima semana um estudo para definir que tarifas serão reduzidas e com qual intensidade. O ministro citou como fortes possibilidades a redução da taxa de estacionamento de aeronaves no Rio de Janeiro, a mudança dos valores da taxa de embarque na cidade e a isenção da taxa de controle aéreo de empresas que transferirem vôos de São Paulo para a capital do Rio. A expectativa do ministro é apresentar o estudo ainda neste ano.

Perguntado sobre possíveis candidaturas no futuro, Jobim descartou qualquer pretensão eleitoral e disse já ter combinado com a esposa que ele agora só é candidato a advogado em Brasília. Minha mulher já disse para eu terminar logo esse negócio e voltar para o escritório, disse.

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