24/10 - 07:46, atualizada às 14:24 24/10 - Redação
A CPI do Apagão Aéreo no Senado apresenta nesta quarta-feira o relatório final, e deve pedir o indiciamento de 23 pessoas, a maioria por improbidade, crime contra o processo de licitações e corrupção. A sessão é presidida pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES).
O relator, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), pede ainda que a Polícia Federal e o Ministério Público investiguem as contas de 18 empreiteiras e consórcios, devido a irregularidades em seis obras de aeroportos que movimentaram um total de R$ 973 milhões.
No topo da lista de acusados está o deputado Carlos Wilson (PT-PE), que presidiu a Infraero entre 2003 e 2005, período no qual foram firmados contratos que somam R$ 3 bilhões. Ouvidos na CPI, a maioria dos envolvidos negaram ter cometido quaisquer irregularidades.
Os demais nomes são de servidores da empresa, alguns já afastados, e empresários que teriam atuado de forma "promíscua", beneficiando construtoras ou outras empresas privadas em obras ou contratos.
Com relação à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o relator recomendou o indiciamento da ex-diretora Denise Abreu e do procurador Paulo Araújo por fraude processual, falsidade ideológica e improbidade administrativa.
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