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Prefeito de Florianópolis é indiciado pela PF por compra de licenças ambientais

23/10 - 17:19 - Renata Castro, do Último Segundo

RIO DE JANEIRO – A Polícia Federal indiciou nesta terça-feira o prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), pelo envolvimento com a chamada “máfia verde”. Segundo a operação Moeda Verde, deflagrada pela PF, o prefeito faz parte de um grupo envolvido num esquema de compra e venda de licenças ambientais nos Estados do Paraná e de Santa Catarina. O relatório com nomes os de 22 empresários e políticos indiciados foi concluído na semana passada. De acordo com a Justiça Federal de Santa Catarina, o processo será enviado ao Ministério Público que vai decidir se oferece denúncia contra os acusados.

Segundo a Justiça Federal, o processo corre em sigilo de Justiça, mas houve vazamento de informações durante a elaboração do relatório e os nomes dos indiciados, inclusive do prefeito, acabaram divulgados pela imprensa local.

A prefeitura de Santa Catarina informou assessoria de Berger ainda está tomando conhecimento do processo e não se pronunciará sobre o caso.
 
Na última segunda-feira, o juiz Zenildo Bodnar, da Vara Federal Ambiental de Florianópolis decidiu que a Justiça Federal de primeira instância não tem mais competência para conduzir o inquérito referente à Operação Moeda Verde, devido ao indiciamento do prefeito, que tem direito a foro privilegiado.

O processo será remetido ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, inclusive para decisão sobre o pedido do Ministério Público Federal (MPF) de desmembramento do inquérito em relação aos demais indiciados.

De acordo com informações do jornal “Diário Catarinense”, Bodnar confirmou e lamentou o vazamento de informações e disse que será aberto inquérito policial para apurar o caso.

As investigações foram pela delegada da Polícia Federal Julia Vergara. Foram indiciadas 54 pessoas pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção ativa, corrupção passiva e prevaricação. Dário Berger foi indiciado em quatro crimes, advocacia administrativa, corrupção passiva, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

Operação Moeda Verde

A Delegacia de Combate a Crimes Ambientais da Polícia Federal de Santa Catarina deflagrou, na manhã do dia 3 de maio, a operação Moeda Verde, que investigava a prática de crimes contra o meio ambiente.

De acordo com a Polícia Federal, 170 homens participaram da operação, que cumpriu mais de 20 mandados de prisão, busca e apreensão de Florianópolis, em Santa Catarina, e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Os policiais desmontaram a chamada “máfia verde”, infiltrada na máquina administrativa dos poderes Executivo e Legislativo, que fraudava licitações ambientais para imóveis da região.

 

Leia mais sobre: operação da PF





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