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Sinopse de imprensa: Mesa deve barrar processos contra Renan e Azeredo

23/10 - 03:28, atualizada às 03:38 23/10 - Redação

SÃO PAULO - Com a emenda da CPMF e a conclusão de que Renan Calheiros (PMDB – AL) não retornará à presidência do Senado, a Mesa Diretora deverá optar, nesta terça-feira, por arquivar ou “congelar” a sexta representação contra Renan e arquivar a denúncia contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

 

À frente da articulação, o presidente interino da Casa, Tião Viana (PT-AC), avalia que seria exagero um sexto processo contra Renan e que isso não contribuiria na negociação da CPMF. No caso de Azeredo, Tião argumenta que a manobra é um aceno ao PSDB, apontado como “fiel da balança” para conseguir aprovar a prorrogação do imposto do cheque até 2011

Sobre Renan, a avaliação de Tião é que não será essa denúncia que terminará em pedido de cassação de mandato. Além disso, ele poderia acabar atrasando o cronograma do conselho, que já analisa quatro processos contra Renan.

Em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo” o petista afirmou que essa prática é muito usada em outros tribunais, e que não acredita que possa ferir a integridade da Casa ou dos denunciados.

No caso de Azeredo, o argumento é o mesmo de 2005: a denúncia é anterior ao início do mandato.

Caso Azeredo: Azeredo foi acusado de ter se beneficiado do valerioduto para fazer caixa dois na campanha de 1998 ao governo de Minas Gerais.

Sexta representação contra Renan: A sexta representação diz que Renan Calheiros fez emendas a favor da prefeitura de Murici (AL), administrada por seu filho. A empresa que teria executado a obra é fantasma e estaria em nome de um ex-assessor do senador.





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