22/10 - 17:52, atualizada às 18:47 22/10 - Redação
RIO DE JANEIRO - A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro conseguiu junto ao Estado uma casa para a manicure Helen Silva de Lacerda, mãe de Jorge Kauã, de quatro anos, que morreu durante uma operação da Polícia Civil na Favela da Coréia, zona norte, na última quarta-feira. Segundo a assessoria de imprensa, a iniciativa partiu do próprio secretário, José Mariano Beltrame, que ficou comovido com a situação de Helen. A casa da jovem ficou destruída por tiros e a família não tinha para onde ir.
A secretaria também promoveu, na manhã desta segunda-feira, um encontro entre Helen e o policial Marcelo dos Santos Fernandes Silva, que foi baleado enquanto tentava salvar a vida de Jorge Kauã. Durante o enterro do filho, na quinta-feira, a manicure havia dito que queria abraçar o agente.
No encontro, Beltrame presenteou Helen com um buquê de flores. Também estiveram persentes a família da manicure, o chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, e o titular da Polinter, Harold Espíndola.
Na operação, supostos traficantes invadiram a casa da família de Helen, que se refugiou com Jorge Kauã e o outro filho, de nove meses, no banheiro da casa da sogra, localizada em frente. Policiais entraram na residência onde ela estava e começaram a trocar tiros com os suspeitos. Uma bala atingiu o menino, que foi levado para fora da casa por Marcelo, mas morreu na ambulância, a caminho do hospital Albert Shweitzer, em Realengo.
A operação da Favela da Coréia, que envolveu cerca de 500 agentes, também resultou na morte do policial Sérgio Coelho e de dez suspeitos de tráfico. Foram presos nove acusados e cinco pessoas ficaram feridas.
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