22/10 - 08:59, atualizada às 10:42 22/10 - Redação
SÃO PAULO – A Polícia Federal de Uberaba, o Ministério Público Federal de Passos e o Ministério Público Estadual de Minas Gerais deflagraram uma operação na manhã desta segunda-feira para combater crimes contra a saúde pública cometido pela Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale) e a Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil). A PF de Uberaba informou que 17 pessoas já foram presas.
A Operação Ouro Branco, que conta com a participação de 200 policiais federais, apoiados por servidores do Ministério da Agricultura, cumpre 25 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão nos municípios de Uberaba e Passos.
Durante a operação, serão detidos dirigentes e empregados das duas cooperativas, além do servidor do Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura, que é o responsável pela fiscalização da produção de leite e seus derivados.
As cooperativas são acusadas de adicionar substâncias não permitidas ou permitidas, mas acima da dosagem determinada na lei, no leite longa vida integral, deixando o alimento impróprio para o consumo, segundo um laudo emitido pelo Ministério da Agricultura.
Segundo a PF, a intenção dos acusados era aumentar a quantidade do produto e aumentar também o período de manutenção e acondicionamento sem que o leite fosse deteriorado.
A PF informou também que o produto adulterado era revendido pelas cooperativas para empresas como a CALU, Parmalat e outras, que revendiam o leite em embalagens próprias para todo o País.
Amostras de leite longa vida integral ainda estão sendo recolhidas em todo o País, já que, segundo as apurações, a fraude atinge dimensão nacional e envolve diversos Estados.
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