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Sinopse da imprensa: para juiz, proteção à mulher é diabólica

21/10 - 12:07 - Redação

SÃO PAULO – A Lei Maria da Penha, que foi sancionada em agosto de 2006, aumentou o rigor nas penas para agressões contra a mulher no lar. Um juiz de Sete Lagoas, em Minas Gerais, porém, considerou-a inconstitucional e rejeitou pedidos de medidas contra homens que agrediram e ameaçaram suas companheiras. Segundo Edílson Rumbelsperger Rodrigues, “a desgraça humana começou no Éden por causa da mulher”. As informações são do jornal “Folha de S.Paulo”.

De acordo com uma das sentenças dadas pelo juiz – de 12 de fevereiro -, o controle sobre a violência contra a mulher tornará o homem um tolo. “Para não se ver envolvido nas armadilhas dessa lei absurda, o homem terá de se manter tolo, mole, no sentido de se ver na contingência de ter de ceder facilmente às pressões”.

Na mesma sentença, Rodrigues também demonstrou receio com o futuro da família. “A vingar esse conjunto de regras diabólicas, a família estará em perigo, como inclusive já está: desfacelada, os filhos sem regras, porque sem pais; o homem subjugado. Ele ainda critica a “mulher moderna, dita independente, que nem de pai para seus filhos precisa mais, a não ser de seus espermatozóides”.

O juiz usou uma sentença padrão, repetindo alguns argumentos nos pedidos de autorização para adoção de medidas de proteção contra mulheres sob risco de violência por parte do marido. A “Folha” tentou ouvi-lo, mas a 1ª Vara Criminal e de Menores de Sete Lagoas informou que o juiz está de férias e não havia como localizá-lo.





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