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Volta de Renan não afetará votações nem processos disciplinares, diz Tião

19/10 - 15:56 - Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias

BRASÍLIA - O retorno do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), às sessões da Casa não deverá perturbar as votações importantes nem alterar o ritmo dos processos disciplinares contra o alagoano. A declaração foi feita esta sexta-feira pelo presidente em exercício do Senado, senador Tião Viana (PT-AC), que afirmou que não descontará o salário de Renan por ter faltado aos trabalhos desta semana.

 

O senador Tião Viana considerou que houve uma semana produtiva a partir do afastamento de Renan Calheiros, mas não acha que haverá tensão ou queda de produtividade na Casa com o comparecimento do presidente licenciado às sessões.
 
"Nós caminhamos para a pacificação da Casa, sem desconsiderar que há matérias envolvendo senadores que são delicadas e que têm que ser resolvidas. A sociedade cobra uma resposta, a imprensa cobra uma resposta e o Senado está em seu tempo para dar a resposta", disse Tião Viana.
 
Ele informou que pedirá nesta sexta ao advogado-geral do Senado a elaboração e entrega, até a próxima terça-feira, do pareceres técnicos sobre as duas representações entregues ontem pelo PSol - uma contra Renan Calheiros, por denúncias de que teria feito emendas ao Orçamento que favoreceram empresas fantasmas, e outra contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), relativa a caixa dois em sua campanha para governador de Minas Gerais em 1998.
 
Com esse parecer, acrescentou Tião Viana, poderá ser convocada a reunião da Mesa Diretora do Senado para decidir se as duas representações irão se converter em processos disciplinares no Conselho de Ética da Casa, para as devidas apurações.
 
Punição
 
Tião Viana indicou que não cortará o ponto de Renan por suas faltas ao longo da semana, isto é, não fará descontos nos vencimentos do alagoano embora isso seja uma prerrogativa do presidente em exercício. Tião Viana diz que só haveria corte de ponto se não houvesse motivos fortes para a ausência do colega.
 
"Qualquer ser humano na condição dele estaria sujeito a estresse. Vamos aguardar para ver qual encaminhamento ele dará à questão. Acho que qualquer corte de ponto primeiro precisa de uma justificativa concreta de que houve uma falta deliberada e intencional. Se ele justifica sua ausência por alguma razão, isso faz parte das regras legais do funcionamento do Parlamernto", ponderou o petista.

Leia mais sobre: Renan - Tião Viana





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