19/10 - 15:10, atualizada às 21:20 19/10 - Redação
SÃO PAULO - A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo abriu “procedimento apuratório”, nesta sexta-feira, para analisar a ação do policial que liberou o motorista de uma Ferrari após agressão contra um cinegrafista. “Os policiais envolvidos serão responsabilizados pela falha que cometeram, se é que cometeram falha”, afirma Major Vanderlei Rodrigues, do 3º batalhão da PM, área onde foi registrada a ocorrência, nesta madrugada. Segundo ele, a punição pode chegar a demissão.
Segundo o Major, às 15h desta sexta, os policiais ainda prestavam esclarecimentos sobre a ocorrência no Comando de Policiamento de Área Metropolitano II, na zona Sul de São Paulo. O cinegrafista e o agressor também foram convidados a narrar suas versões do caso.
A apuração tem o objetivo de responder se os policiais agiram corretamente ou não de acordo com os padrões da Polícia Militar.
“Eles contam que o agressor evadiu-se do local e foi apresentar-se espontaneamente após algumas horas.”, explica. Rodrigues não quis se pronunciar sobre as imagens feitas pelo cinegrafista no momento da suposta agressão.
Acidente e agressão
Por volta de 1h30, João Luiz Raiza Filho perdeu o controle do veículo, rodopiou na pista, invadiu a calçada e atingiu o guard-rail na Avenida Professor Abraão de Moraes, uma continuação da Rodovia dos Imigrantes, Vila Bosque da Saúde, na zona sul da capital paulista.
O cinegrafista Fábio Tanaka, da TV Bandeirantes, teria sido agredido com uma cabeçada na boca pelo condutor da Ferrari, que estava acompanhado de uma moça. O repórter cinematográfico foi até um dos policiais militares e relatou o ocorrido. "Não vi nada", teria sido a resposta do PM, que teria se dirigido até o suposto agressor e o liberado.
O motorista da Ferrari deixou o local em um Renault Clio azul, dirigido por um colega. O acidente e a suposta agressão foram registrados no 35º Distrito Policial, do Jabaquara. Raiza Filho se apresentou às 4h45 no plantão do DP. Ele foi ao distrito após ser localizado pelo pai, em cujo nome o veículo está registrado e que foi convocado pela polícia.
Fábio foi até o pronto-socorro do Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboya, no Jabaquara, onde foi medicado e liberado.
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