19/10 - 10:45, atualizada às 16:44 19/10 - Redação
SÃO PAULO - A Polícia Federal já prendeu 23 pessoas por envolvimento em uma organização criminosa especializada em realizar golpes bilionários contra o Banco do Brasil. A ação faz parte da Operação Alquimista, que a PF realiza nesta sexta-feira. Segundo a polícia, foram emitidos 24 mandados de prisão temporária e 26 ordens de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Distrito Federal. Um dos procurados está foragido. Ao todo, 150 policiais participam da operação.
De acordo com as investigações, auditores da Receita Federal e gerentes do Banco do Brasil estariam envolvidos na tentativa de sacar quantias volumosas de contas inativas do banco. A organização, que agia há pelo menos 2 anos, tentou efetuar o saque de aproximadamente R$ 1 bilhão junto ao banco. Os valores estariam depositados na conta de um laranja residente no interior de São Paulo.
Depois de identificar essa tentativa de golpe, a Polícia Federal localizou outro grupo responsável por realizar transferências de altas quantias de contas bancárias no exterior para beneficiários brasileiros. As operações eram feitas em desacordo com a fiscalização do Banco Central e da Receita Federal, através da modalidade conhecida como dólar-cabo.
As contas bancárias utilizadas pelos doleiros para lavagem do dinheiro no Brasil e no exterior (Uruguai, EUA e Suíça) foram bloqueadas.
A PF afirma que também participam da quadrilha consultores financeiros, um delegado aposentado da Polícia Federal, um oficial de alta patente do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, um ex-deputado estadual do Rio e um ex-investigado na CPI dos Combustíveis da Asssembléia Legislativa de São Paulo.
Nesta manhã, Artur Licínio Machado, morador do bairro das Laranjeiras, na zona sul do Rio, teve sua casa visitada por agentes da PF, que saíram da residência carregando malotes. Na casa de Machado, os agentes não encontraram ninguém.
Os envolvidos responderão por crimes de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, tentativa de estelionato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, cujas penas variam de 5 a 10 anos de reclusão.
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