19/10 - 15:14 - Redação
O professor de educação física Paulo César Timponi, de 49 anos, acusado de envolvimento no racha que causou a morte de três mulheres, no último dia 6, em Brasília, foi preso novamente na noite de quinta-feira. Ele teve a prisão preventiva decretada pelo juiz João Egmont Leôncio Lopes, titular do Tribunal do Júri de Brasília. A secretaria do Tribunal do Júri já expediu um mandado de prisão contra o acusado.
De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), o juiz se baseou em um pedido do Ministério Público e no fato de já haver uma condenação anterior de Timponi. Lopes também levou em conta a perícia, que confirmou a presença de substância entorpecente no veículo, e a falta de prestação de socorro por parte do acusado.
Timponi foi preso no dia 9, logo após se apresentar à polícia. No entanto, na última segunda-feira, a desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Sandra de Santis, havia concedido um habeas-corpus para soltar o professor. Ele deve responder processo por homicídio doloso (com a intenção de matar).
O acidente, ocorrido na Ponte JK, causou a morte de Antônia Maria de Vasconcelos, de 49 anos, Altair Barreto de Paiva, de 53 anos, e Cynthia Cysneiros, de 34 anos. De acordo com as investigações, o acusado estava próximo a 140 km/h no momento da colisão, em uma via em que a velocidade máxima permitida é de 80 km/h. As três vítimas eram passageiras de um Toyota Corolla, atingido pelo Golf dirigido por Timponi. O carro em que estavam foi jogado contra um poste de concreto.
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