18/10 - 17:24 - Redação
RIO DE JANEIRO - A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Fundação Instituto Estadual de Florestas (IEF) decretaram alerta máximo em todo o Rio de Janeiro nesta quarta-feira, contra as queimadas e incêndios que se alastram nas matas do estado devido ao prolongado período de estiagem. A secretaria alerta que incêndios são uma prática criminosa e quem for flagrado colocando fogo em algum lugar será preso.
De acordo com a SEA, em 2007 já foram registrados mais de oito mil casos de incêndios florestais, superando o recorde histórico de 7.732 em 2001.
Somente hoje existem 150 focos de incêndios simultâneos em várias regiões do estado, como na Reserva Biológica de Araras, na Região Serrana, no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, no litoral do Norte Fluminense, e no Parque Municipal de Mendes, na Região do Médio Paraíba.
O secretário do Ambiente, Carlos Minc, e o presidente do IEF, André Ilha, decidiram a medida extrema após e classificaram a situação do Rio como “dramática”.
Segundo Minc, a orientação do governo é que a Polícia Militar encaminhe para as delegacias qualquer pessoa flagrada praticando o crime ambiental. “Todas as práticas de queimadas agrícolas estão proibidas em todo o estado a partir de hoje. Todas as práticas de queimadas de vegetação ao longo das estradas também estão proibidas. As pessoas flagradas descumprindo essa determinação serão presas”, alertou.
A SEA afirmou eu as ações emergenciais de combate aos incêndios incluem a mobilização de brigadas do Corpo de Bombeiros e de voluntários do Previfogo, do Ibama.
A secretaria também pede ajuda às prefeituras para que mobilizem a população para colaborar no combate aos focos de incêndio e denunciar os criminosos. As informações podem ser passadas para o Disque-Denúncia, no telefone (21) 2253-1177.
Falta de chuvas
Segundo o governo do Rio, a escassez de chuvas no município de Campos, no norte fluminense, faz do período de inverno e início de primavera o mais seco desde 2001, quando os reservatórios das hidrelétricas da região Sudeste chegaram a níveis críticos.
De acordo com o engenheiro agrícola Elias Fernandes de Sousa, pesquisador da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o índice de chuvas de junho a setembro foi de apenas 50 milímetros, considerado abaixo do normal. Nos meses de junho e julho, foram registrados apenas 10 milímetros de chuvas em cada mês, quase um terço menos que a média de 35 a 40 milímetros.
O pesquisador afirmou que a redução no volume de chuvas pode prejudicar as atividades de pecuária e produção agrícola da região.
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