18/10 - 15:04 - Agência Estado

A ocupação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) por um grupo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deixará a usina de pelotização da Vale do Rio Doce no Maranhão sem matéria-prima para produção, a partir de hoje, segundo comunicado divulgado pela companhia.
Cerca de 2.700 vagões de carga deixaram de circular diariamente e 250 mil toneladas de minério de ferro não serão transportadas, para garantir a integridade dos empregados da Vale, segundo a nota.
Hoje, a empresa divulgou que obteve na Justiça Federal uma liminar que garante a reintegração de posse da Estrada de Ferro Carajás, invadida na manhã de ontem por um grupo de 400 pessoas. O juiz federal Francisco de Assis Garcês Castro Júnior determinou que o governo do Pará ofereça, em no máximo cinco dias, um efetivo da Polícia Militar para auxiliar a Polícia Federal na reintegração.
O juiz pediu, ainda, que o Ministério da Justiça libere um efetivo para auxiliar esta equipe, uma vez que o número de policiais da delegacia de Marabá será insuficiente para a missão. De acordo com a Vale, a multa diária pela ocupação é de R$ 10 mil. Mesmo assim, até o momento não obteve nenhum resultado junto às autoridades estaduais e federais.
Leia mais sobre: Vale do Rio Doce - ocupação
Publicidade
Reitor da UFRJ reúne-se com estudantes para decidir sobre ocupação da universidade
Decretos não serão revogados, mas podem ser aperfeiçoados, diz secretário