18/10 - 19:24 - Agência Estado

O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, voltou a defender a operação que resultou em 12 mortes na Favela da Coréia, na zona oeste do Rio, e disse que os dois homens perseguidos e mortos por um helicóptero da Polícia Civil estavam armados e participaram de um ataque a uma equipe de policiais.
"Eles estavam armados e quase mataram a tiros uma equipe da DPCA (Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente) que estava em uma casa cercada por marginais. O blindado não conseguiu chegar até a casa. Se não fosse a ação do helicóptero, eles teriam assassinado os policiais", afirmou Beltrame.
O chefe da Polícia Civil do Rio, Gilberto Ribeiro, também defendeu a ação dos policiais e o uso dos helicópteros em operações nas favelas. "Se a polícia do Rio é a única que trabalha com atiradores embarcados em helicópteros, isto ocorre porque nossa realidade e geografia exigem", comentou Ribeiro. Os vôos rasantes de helicópteros com homens armados em favelas foram proibidos no primeiro governo Leonel Brizola (1983-1987).
As imagens da TV mostram dois homens pardos sem camisa fugindo dos tiros do helicóptero em uma mata. Em poucos segundos e após inúmeros disparos, os dois são atingidos. De acordo com a polícia, uma equipe da DPCA foi cercada por duas horas por traficantes nas matas da Vila Aliança, favela vizinha da Coréia, que junto com a favela do Rebu formam o Complexo do Camará. Os policiais se refugiaram em uma casa.
Um carro blindado foi chamado para socorrer os agentes, mas não conseguiu chegar até o local. O helicóptero da Polícia Civil foi acionado e dispersou os bandidos. Três deles se esconderam atrás de uma pedra e atiraram contra a aeronave. Os policiais revidaram e dois que desceram pela mata foram mortos pelos tiros. Um conseguiu fugir. Segundo a polícia, duas pistolas foram apreendidas com os criminosos.
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