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Operação da polícia em favela da zona norte do Rio deixa oito mortos

17/10 - 09:52, atualizada às 16:10 17/10 - Redação

RIO DE JANEIRO – Uma operação da Polícia Civil deflagrada na manhã desta quarta-feira na favela da Coréia, em Senador Camará, na zona oeste do Rio, deixou oito pessoas mortas e cinco feridas. Entre as vítimas, estão seis traficantes de drogas, uma criança de quatro anos e um policial da Polinter. A assessoria da Polícia Civil não confirmou as mortes. A ação conta com 300 policiais e tem como objetivo cumprir mandados de prisão e reprimir o tráfico de drogas.

Outros dez traficantes foram presos pela polícia. Com os criminosos foram apreendidos uma moto, três carros e 10 armas, incluindo cinco fuzis e uma metralhadora. A ação conta com apoio de um helicóptero Águia, um reboque e uma ambulância da Polícia Civil.

O menino J.C.L., de quatro anos, morreu após ser atingido por uma bala perdida. Ele foi ferido no abdômen e foi levado para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiu. Uma criança de dois anos também foi atingida, mas foi socorrida e passa bem.

O delegado Rodrigo Oliveira da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foi atingido por estilhaços de granada no pescoço e levado para o Hospital Miguel Couto, na zona sul do Rio, onde permanece internado.

Segundo a secretaria estadual de Saúde, dois policiais civis baleados também foram encaminhados para o hospital. Mendel Naschpitz, de 32 anos, atingido por estilhaços de granada no rosto, foi medicado e liberado. Marcelo dos Santos Fernandes Silva, de 25 anos, levou um tiro na coxa esquerda e também foi liberado. Gilberto Barbosa da Silva, de 51 anos, mão esquerda, sofreu fratura exposta e deve ser operado.

Participam da operação diversas delegacias especializadas, como a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), a Delegacia de Homicídios (DH) e a Divisão de Capturas da Polícia Civil (Polinter).

Quando os policiais chegaram foram ouvidos disparos na comunidade e algumas lojas na Estrada do Taquaral, que dá acesso à favela, foram fechadas. 

O governador Sérgio Cabral (PMDB) apoiou a atuação da polícia na operação."A função da polícia é defender inocentes e livrar a sociedade da barbárie", disse.

(Com informações da rádio CBN e da Agência Estado)

 

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