17/10 - 15:33, atualizada às 16:41 17/10 - Redação
SÃO PAULO - Terminou por volta das 15h desta quarta-feira os depoimentos de quatro testemunhas de acusação no processo do traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía realizado no Fórum Ministro Jarbas Nobre da Justiça Federal de São Paulo. Os depoimentos começaram às 10h30 e Abadía ouviu as testemunhas, entre elas, a médica Luriti Ferreira de Faria Breuel, que realizou as últimas cirurgias plásticas feitas pelo traficante.
O advogado de Abadía, Sergio Alambert, solicitou nesta quarta-feira a transferência do traficante do presídio de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para a custódia da Polícia Federal em São Paulo.
O motivo da transferência é um relatório médico feito pelo psiquiatra Paulo Marcio Bacha teria afirmado que Abadía tem "humor depressivo, idéias obsessivas de cunho autodestrutiva (...), insônia freqüente e pesadelos que não o deixam dormir", além de alertar "para os fortes indícios de risco de suicídio" no rígido confinamento - será utilizado por Alambert para convencer o juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal, a decretar a transferência do criminoso.
O relatório foi elaborado com base em uma visita de 50 minutos do psiquiatra a Abadía, em Campo Grande, em 17 de setembro. Nela, o paciente se queixou de tensão muscular, cãibras, palpitações cardíacas e "medo de morrer nos ambientes fechados", com seguidas crises de tonturas e náusea.
(Com informações da Agência Estado)
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