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Viúva de ganhador da Mega-Sena vai a júri popular

16/10 - 17:20 - Redação

A viúva do milionário René Senna, Adriana Ferreira Almeida, e outros cinco acusados de participação no seu assassinato vão ser levados a júri popular. A sentença de pronúncia foi divulgada nesta terça-feira pela juíza Renata Gil de Alcântara Vieira, da 2ª Vara da Comarca de Rio Bonito, na região metropolitana do Estado do Rio, que também decidiu manter os réus presos até o julgamento.

René, que ganhou R$ 51,8 milhões na Mega-Sena em 2005, foi morto com quatro tiros na cabeça, no dia 7 de janeiro deste ano. Adriana, apontada como mandante do crime, teria tido a ajuda de uma amiga - Janaína Silva de Oliveira - e quatro ex-seguranças do milionário - o cabo da Polícia Militar Marco Antônio Vicente, o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira, o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira e o ex-PM Anderson Silva de Sousa, marido de Janaína. Ednei e Anderson são indicados como os autores dos disparos e também serão julgados por roubo.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os agravantes para o crime são motivo torpe, pois Adriana pretendia se beneficiar de um testamento preparado por René, e impossibilidade a defesa, já que a vítima não tinha as pernas, amputadas por complicações causadas por diabetes.  

Para a juíza Renata Gil, as provas produzidas durante o processo, como o depoimento das testemunhas, as interceptações telefônicas e as contradições dos acusados, são indícios suficientes da participação de todos réus no crime. Os telefonemas apontam o encontro pessoal de Adriana com Anderson de Sousa e Janaína no dia 6 de janeiro, horas antes do assassinato. A prova desmente a versão apresentada pela viúva de que não teria mantido contato com o casal após Anderson ter sido desligado da segurança de René.

Algumas atitudes de Adriana também pesam contra ela, como o abandono da fazenda onde vivia com o milionário dois dias antes do crime, em razão de uma briga, a transferência de valores da conta conjunta do casal para uma conta pessoal logo após o assassinato e a contratação de um advogado criminalista para sua defesa horas depois do homicídio.

Leia mais sobre: René Senna - assassinato





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