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Número de pessoas vivendo nas ruas do Rio aumentou em 2007

16/10 - 16:38 - Renata Castro, do Último Segundo

RIO DE JANEIRO – O número de moradores de ruas no Rio de Janeiro aumentou de 1682, em 2006, para 1932, em 2007. Os dados foram divulgados na última segunda-feira pela secretaria municipal de Assistência Social. De acordo com a pesquisa, a maior concentração de moradores de rua está no Centro da cidade, com 681 pessoas, seguido da zona sul, com 405 pessoas.

Para o levantamento, profissionais percorreram 16 regiões da cidade durante cinco meses. Segundo a secretaria, o trabalho é “mais um instrumento para auxiliar as ações de assistência e inclusão social”.

De acordo com o secretário municipal de Assistência Social, Marcelo Garcia, a Prefeitura decidiu fazer a contagem para “conhecer a população de rua, observar os fenômenos de ocupação das regiões e poder agir para reduzir esse problema”.

Os dados da secretaria mostram que das 1932 pessoas, 78% são homens. Do total, a maioria é de adultos, 68%, e de jovens, 12%.

O estudo mostrou também que a origem de 41% dos moradores de rua é do Rio, enquanto 15% vêm de outros municípios do Estado, principalmente da Baixada Fluminense. Segundo a secretaria, migrantes de outros Estados do Brasil correspondem a 14% da população de rua e 30% não quiseram se identificar e não tinham nenhum documento de identificação.

O primeiro mapeamento, feito em 2006, não incluía os bairros da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. Segundo Garcia, o plano da secretaria é repetir o levantamento em 2008, incluindo a Ilha do Governador.

O motivo

De acordo com a secretaria de Assistência Social, 27% dos moradores afirmaram que estão nas ruas por questões de renda e 17% devido a conflitos familiares.

Dos entrevistados, 4% disseram que sofrem de transtornos mentais, 4% são viciados em drogas, 2% foram expulsos de suas comunidades e 33% estão nas ruas por vontade própria.

“Verificamos um aumento médio de 4,5% do ano passado para esse ano. E é muito grave o contingente de desempregados que vai às ruas apenas para buscar dinheiro e sustento. Nós precisamos trabalhar para diminuir isso”, declarou Garcia.

A maior concentração de desabrigados está no Centro, onde 681 pessoas vivem nas ruas. Na zona sul, onde estão bairros nobres como Ipanema, Leblon e Copacabana, há 405 moradores de rua, e na zona norte, 318. Na região da Tijuca e Rio Comprido vivem 261 moradores de rua e na zona oeste, 92.

Apoio e abrigo

O secretário municipal de Assistência Social, Marcelo Garcia, afirmou que a diminuição da população de rua do Rio é uma prioridade. Garcia reconheceu que faltam vagas nos abrigos da Prefeitura, por isso pretende aumentar número de famílias acolhedoras e das vagas no Centro com hotéis para famílias com crianças.

Segundo ele, essas pessoas precisam receber não somente abrigo, mas também devem ter condições de trabalhar, para gerar sua renda.

Uma das propostas da secretaria é uma parceria em programas de inclusão social com a Comlurb, para a criação de um galpão, em que catadores de papel e latinhas poderiam vender o material coletado durante o dia e dormir à noite.

Outra iniciativa é criar uma agência intermetropolitana, que teria função de captar recursos, regular as vagas nos abrigos da cidade, e promover uma articulação entre os representantes dos municípios, dando acompanhamento aos moradores.

 

Leia mais sobre: moradores de rua - Rio de Janeiro

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