16/10 - 22:07 - Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - A data a partir da qual os eleitos em cargos majoritários que já mudaram de partido estarão sujeitos a perder o mandato deverá ser definida na próxima semana. Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio, a resolução poderá encurtar o caminho para que os partidos revejam as vagas perdidas. "A resolução pode encurtar o caminho para evitar conflitos", disse.
O TSE vai editar uma resolução estabelecendo regras para a tramitação dos processos a serem apresentados pelos partidos que quiserem seus cargos de volta. No caso de cargos proporcionais, a data estipulada em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir da qual o eleito estará sujeito a perda do mandato em caso de infidelidade partidária foi o dia 27 de março deste ano. "Não se pode dizer que para a mojoritária será todo o período do mandato ou o dia 27 de março. Devemos esperar a resolução", destacou Marco Aurélio.
O relator da consulta respondida nesta terça-feira, ministro Carlos Ayres Britto, ressaltou que a resposta não tem poder decisório e que, portanto, pode necessitar de provocação do STF para criar jurisprudência. "É de se prever que as partes interessadas trilhem o mesmo caminho conhecido", afirmou Britto sobre partidos que apresentarem mandato de segurança na Suprema Corte para reaver vagas.
Leia mais sobre: TSE - fidelidade partidária
Publicidade
Desfiliação de partido significa renúncia a mandato, diz relator