13/10 - 05:39 - Redação
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que erros dos pilotos e a “cultura organizacional da empresa”, provocaram o acidente com o bimotor da Team Linhas Aéreas, em 31 de março de 2006. O avião, que ia de Macaé para o Rio de Janeiro, bateu no pico da Pedra Bonita e explodiu, matando 19 pessoas. As informações são do jornal “O Estado de S.Paulo”.
O relatório afirma que os pilotos assumiram plena responsabilidade pelas manobras e adotaram o vôo visual num dia chuvoso, com céu encoberto. Segundo a transcrição da caixa-preta, o piloto Michael Petter Hutten e o co-piloto Jaime Eloir Albaruz tiveram aval do controle para cancelar o plano de vôo e descer a 2 mil pés (608 metros). Minutos depois, avisaram que fariam uma curva à esquerda, para fugir do mau tempo. Os controladores se limitaram a afirmar que estavam cientes da manobra. O Pico da Pedra Bonita, com 669 metros, estava logo à frente. Às 17h39, o avião bateu no morro, a 286 quilômetros por hora.
O relatório do Cenipa afirma que as tripulações da Team costumam mudar o plano de vôo para evitar filas e encurtar o tempo das viagens nas aerovias com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio.
O relatório destaca, também, o fato de um dos radares do centro de aproximação (APP) do Espírito Santo, que acompanhava o avião da Team, estar inoperante. Mas assinala que outros equipamentos do APP monitoraram o avião.
A Força Aérea Brasileira (FAB) negou que a conduta de controladores tenha contribuído para o acidente. E alegou que o radar que estava inoperante é da Marinha, a quem cabe fazer a manutenção.
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