13/10 - 18:47 - Redação
SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em entrevista publicada na edição deste domingo do jornal “Folha de S.Paulo”, que pode concorrer às eleições de 2014, caso a conjuntura política assim indicar. Lula mais uma vez rechaçou a possibilidade de se manter o poder após o fim do segundo mandato.
“Se tiver de acontecer, a conjuntura do momento vai indicar. Quero dar um exemplo de ex-presidente: quero deixar a presidência e não vou virar palpiteiro”, afirmou. Sobre continuar no cargo em 2011, Lula foi, mais uma vez, categórico. “A alternância de poder é educadora para a construção da democracia. Não existe ninguém insubstituível. Não existe essa hipótese para o bem do Brasil, da democracia e para o meu bem”.
Lula afirmou que, se o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, do PSDB, entrasse para o PMDB, o apoiaria para as eleições de 2010. “Não teria problema nenhum. Mas precisa saber se a base quer”.
O presidente ainda defendeu a emenda que acaba a reeleição e estende a duração do mandato presidencial para cinco ou seis anos. “No primeiro ano o presidente não faz nada porque o Orçamento está comprometido. No segundo, quando começa a fazer, tem as eleições municipais (...). Depois tem um ano inteiro para governar e, no ano seguinte, tem reeleição”, argumentou.
Para sua sucessão, o petista voltou a falar em uma candidatura única da base aliada. “Todo o meu esforço será para uma candidatura única. Se o campo do governo tiver quatro candidatos, vai ficar imobilizado (...). Brigamos entre nós e deixamos nossos adversários tranqüilos.
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