11/10 - 16:13 - Redação
A Polícia Civil de Minas Gerais encaminhou ontem à Justiça inquérito sobre o conflito ocorrido na Cadeia Pública de Ponte Nova, no dia 23 de agosto, que resultou na morte de 25 pessoas. De acordo com as investigações, os presos provocaram uma rebelião para mascarar o real objetivo de assassinar sete detentos de outra facção.
Segundo a PM, o preso Wallison Macedo Pinto, o “Ratão”, atirou na cela dos rivais, obrigando todos a se refugiarem nos fundos. Depois, detentos de grupos aliados jogaram colchões em chamas dentro da cela e impediram a saída dos demais, que morreram carbonizados. Os policiais usaram munição anti-motim (não letais) e bombas de efeito moral para conter o conflito.
Após 48 dias de investigações, o inquérito pede o indiciamento de 22 presos por homicídio qualificado, por motivo fútil mediante emprego de fogo, sem chance de defesa da vítima. Cinco deles devem responder também por tráfico de drogas e associação ao tráfico.
A Polícia Civil pede o indiciamento também do carcereiro Maurício Alvim Campos por corrupção passiva, uma vez que as investigações apontam que ele facilitava a entrada de objetos na cadeia, tais como o revolver e as facas usadas no conflito.
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